quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mediocridade, você não sabe o quanto eu sinto saudades!






Procurem-me aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pausa para reorganização.

sábado, 6 de junho de 2009

"A vida é intensa"

Foi o que ele me disse.
Fazia frio e o vento lambia meu rosto como lâminas, estávamos em um parque qualquer da Cidade, banhados pelos primeiros raios de sol da manhã.
Sentados no capo do carro, em cima de uma coberta, que "morava" no porta malas para ocasiões especiais ou apenas ocasiões como essa.
Só havia mais um cigarro, e essa seria a medida para esse final de noite/inicio de manhã que se desenrolava.
Depois de sua constatação de que a vida é intensa, ele olhou longamente para as suas mãos, depois sorriu pequeno, olhou para mim, continuando: A vida é intensa, sinto que tenho tudo para vive-la da melhor forma, contudo...O que foi que a gente fez com as nossas vidas, não? Veja para aonde essa máquina de ossos, carne, sangue e sentimentos é capaz de nos levar...

Naquela altura já não mais me importava para aonde ela ia nos levar, contanto que ela realmente me levasse. Mas ele não entendeu, que as vezes nem toda a lógica de um raciocínio é capaz de dar a resposta que um simples gesto, mesmo que cataléptico pode dar.
Por isso agarrei suas mãos e beijei as pontas de seus dedos, o surpreendendo e disse: Ela é capaz de nós levar mais longe e muito mais baixo do que estava previsto.

E isso foi um sinal. Joguei o cigarro longe, mesmo antes de seu final. Pois como um amigo um dia disse: Termine enquanto ainda há gloria, depois é só tristeza e humilhação.
Terminei antes que acabasse, fazendo assim, que em minha memória, aquilo fosse eterno.

Entramos no carro, ele ligou o ar quente, e no caminho até a minha casa nenhuma palavra, nenhum olhar, nenhum toque foi trocado.
Acredito que ele, assim como eu, pensava no caminho, mais do que no seu destino.
Estacionou na porta do meu prédio, virou seu corpo em minha direção e me abraçou, tão forte, tão macio, que todo o frio passado antes havia de ser transformado em uma lembrança de outro dia, mas não daquele.

Fechei os olhos, com calma, e satisfeita confirmei que viver de olhos fechados é tão mais fácil, consegue entender?

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Elas acontecem...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

S2




http://www.infinitecomic.com/

sábado, 30 de maio de 2009

Nowaday

Perco-me em delírios mundanos e esqueço-me da poesia.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Baby Step


Ontem, depois de tudo, fiz a maior confissão da minha existência.
Disse a M.², mais conhecido como O cara que quebrou meu coração, que o superei, na medida em que não mais fantasio que voltaremos um dia a ter um relacionamento amoroso.

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Porém continuo - com muita força - fantasiando que um dia terei um relacionamento amoroso com C.

Hoje, mais do que nos outros dias, estou com saudades dele.


ps: o engraçado(?), M. terminou de quebrar meu coração na mesma semana em que conheci C., lá em 2006.



²Nos encontramos em um "churrasco", assim como no ano passado, mas dessa vez o saldo foi positivo, mesmo quando tinha tudo para ser negativo.






runaway, yyy's

domingo, 17 de maio de 2009

quarta-feira, 23 de abril de 2008, 12:26

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E neste dia o céu estava tão azul que as nuvens se desfaziam feito algodão-doce em boca de criança, pois tinham vergonha de impedir que tal imensidão não fosse apenas de uma cor.

A coerência da natureza, que começa e termina em si mesma. Nada como a vida dos humanos, que vagueiam por entre ruas escura em busca de algo que não está.

Nada está, nada é, tudo está constantemente sendo e não sendo.



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sábado, 16 de maio de 2009

Nhá

Domingo, Abril 19, 2009

Calm go the wild seas

Relacionamentos nascem de lugares estranhos. Nascem de uma pergunta sobre a altura da pessoa, de um sorriso, de uma cor de cabelo, de uma camiseta de banda, de um platonismo bobo, de erros. Às vezes até nascem com calma, nascem de um "é isso", ou só de vontade de sorrir um pouco. Mas isso a gente esquece em pouco tempo.

Os lugares pelos quais eles transitam a gente também esquece. O quinto beijo; a segunda viagem; quando ele parou de abrir a porta do carro pra você; a primeira reconciliação depois da primeira briga.

Do que foi, a gente lembra só o fim.
De mim e você, somos nós dois, sentados em uma mesa de restaurante num domingo à noite. Eu nunca me decido pela comida e nunca lembro das conversas. Mas sei do cheiro - de ainda começo - que eu senti pela manhã.

Forest Gump Soundtrack

"Emílio tinha essa bola na boca do estômago. Ele não tinha porra nenhuma na boca do estômago, mas sentia como se ela estivesse ali. Ela aparecia nos momentos de angústia, e ardia. Ardia e parecia girar em falso, que nem um motor. Nesses momentos Emílio sentia raiva de tudo e tinha vontade de girar feito uma criança que perdeu os pais no supermercado. Vontade de enfiar uma faca na barriga e tirar a bola dali. Ou de abrir a própria cabeça e arrancar a lembrança que incendiara a bola e a colocara em movimento, Por exemplo: Marcinha"

"Ela respirava fazendo barulho, suspirava, ensaiava assobios. De repente parava e dizia:

- Ai, amor, aquela cidade não existe.

A frase saía da boca dela como uma geléia. Saía direto pro teto, onde grudava e, lentamente, ia se soltando e escorrendo até chegar ao ouvido de Emílio. Ele escutava, enlevando, achando aquele jeito de falar a coisa mais bonita, digerindo a geléia até que ela se diluísse numa curva qualquer de seu sistema auditivo. Então Emílio suspirava de volta e, no silêncio que vinha a seguir, havia a compreensão exata do que aquilo queria dizer." [Chico Matosso, Emílio in: Parati Para Mim, 2003]


São as minimas coisas que normalmente conquistão a minha atenção.
O que me atrai nos garotos não é seu corpo ou ainda, suas roupas.
O que me atrai é a forma com que sorriem, movimentam as mãos ou lábios em certas palavras, como passam a mão no cabelo.

Então A. chega para mim é diz, com seu tom bem humorado, porém adoravelmente sarcástico: Não falamos desde X dia, mas já te digo uma coisa, você é o "Ensaio sobre a cegueira"! haha

Mas como explicar o acontecido?
Não há, foi uma dessas coisas inesperadas, que acontecem, fazem com que se sorria por uns dias, deixam uma sensação boa dentro e ficam deveriam ficar no background da memória. , como deve ser.

Escreverei sobre aquele recorte de tempo - e todo o outro tempo que pode ser recortado -, pois foi tão doce, tão aconchegante e por mais que tivesse toda uma intenção lasciva, foi bonito.

Teve essa forma de sorrir que enruga o nariz, toda essa obsessão por tocar o meu nariz - coisas essas que pertencem a minha natureza. E tudo aconteceu por que derrubei bebida em meu tênis, e ele estava ao meu lado, e eu precisava compartilhar. Ele sorriu, e acreditando que aquilo era uma deixa, deixei levar-me pelo momento.
A conversa evoluiu e de repente falavamos sobre a pós-alta-hiper-modernidade. Muitos movimentos de mão. Tantas vozes em volta, cores, movimentos...Nem lembro mais.
E os sorrisos, e as passadas de mão no cabelo e aquela camiseta de encontro regional do curso em que ele havia acabado de se formar.
Em certo momento, cansada de tanta teoria soltei um: Mas quer saber de uma coisa, eu super te beijaria agora. Ele também super me beijaria, agora, naquela hora.
E não bastasse tamanha desenvoltura e mini-gestos que já haviam me conquistado, em dado momento segura meu rosto e diz: A Literatura, sabe a Literatura tem essas respostas, ele é a chave... Bem, pelo menos em essência foi isso que me disse, e óbvio que concordei. Toda essas coisa de Sociologia&Antropologia super são a chave, mas apenas a literatura contém a subjetividade necessária para que tudo isso seja repassado, assim, com uma palavra...Confuso, sim, mas quem aqui está tentando ser claro, pergunto eu!

E tantas mais coisas aconteceram, de uma forma tão fácil, todo esse impedimento que sempre carrego comigo foi deixado em casa, pelo que percebi. E finalmente senti alguma coisa, e essa coisa foi O Momento.

Sim, vivi O Momento pela primeira vez na minha - fucking amazing - vida, de forma realmente agradável.

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Poderia seguir por toda ela - a vida - sem precisar vê-lo novamente, mas o problema é que agora que sei que ele existe, sempre o vejo! haha
Ele se formou e começou outra graduação no mesmo campus que estudo/ele estudava. E na semana que se passou o vi três dias. Sempre nos cumprimentamos de longe, sorrisos&olhares furtivos, olhares buscando olhares.

Poderia seguir por toda ela - a vida - sem precisar toca-lo novamente, mas o problema é que agora que sei que ele existe e sempre o vejo, quero - ardentemente - another shot! haha


Poderia...hahaha

quarta-feira, 13 de maio de 2009

domingo, 26 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

WTF?

Daí lembro que ligava ligava ligava e pedia baixinho: Atende e vem me salvar.
Era de madrugada, estava bêbada e em um lugar que por principio nunca vou.
Tinha feito um acordo que já não mais queria cumprir, mas quando o telefone parou de chamar pensei: "É isso aí garota, esse é seu novo caminho", e o caminho se fez.

O caminho se fez diferente, mas tudo o que queria era poder voltar para o caminho antigo, seja lá qual ele seja. Mas isso não seria possível, mesmo que fosse possível, entende?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Life on Mars?


As vezes sinto que tudo não passa de um grande clichê. Um museu cheio de novidades.
E sabem o por que dessa situação?
Exato, por que somos Humanos e ser Humano em um certo nível é fazer muitas coisas repetidas, em múltiplas ocasiões. Que atire a primeira pedra quem nunca teve um coração quebrado, magoou as pessoas que mais lhe foram gentis, tiveram problemas com a Escola/Universidade, brigou com os pais e quis fugir de casa.
Entendem? Humanos, demasiado, Humanos.
E não há clareza de pensamento universal que faça com que isso mude, acredito que no máximo possa haver uma amenizada, mas mesmo assim...

Essas últimas semanas têm sido from hell. E o que amenizava tudo isso era minha crença que esse from hell era só meu, no meu plano psiquico, aquele que a principio só incomodaria a mim. Já que uma das minhas estratégias era não procurar nenhuma das pessoas que chamo de amigas para reclamar mais.
Por que a merda é minha, eu que fiz, eu que limpo. Mas parece que não é assim que funciona, e nunca ninguém me contou!

G., a Terapeuta, ao meu ver/viver está fazendo um ótimo trabalho, está me mostrando coisas que nunca antes havia parado para perceber/sentir sobre mim.
Ela pediu para que parasse de me chicotear e ser mais gentil comigo. Por que se vocês acham que quando não sou gentil com os outros estou sendo uma megera, é que não me viram não sendo gentil comigo.

Esse feriado está saindo o oposto do que imaginava, ou seja, não calmo e estudioso.
Um turbilhão de emoções desencontradas, muitos confrontos&reconhecimentos, mas acredito que essa tempestade está chegando ao seu fim, pois há muito mais amor do que "desprezo", pelo menos é assim que vejo do meu lado e acredito que do outro lado não difere muito.

A minha cruzada sempre foi sozinha, mas desde que encontrei essas pessoas não quero mais ser sozinha. Quero el@s para sempre comigo, e esse para sempre é o máximo de tempo que pudermos ter enquanto respirarmos.
Quero estar velhinha e ligar para as amiguës, rir daquela festa de 2008 e o quanto íamos naquela porcaria de DivãDoMundo®.

Por isso mesmo não sabendo como fazer, estou fazendo, por mim, por el@s.
Dói enfrentar, mas não é disso que a vida é feita?

Respirar requer vontade.
Viver requer malemolência.


domingo, 19 de abril de 2009

Ah...


Desde aquela semana que me escondi na caverna tenho tentado escrever aqui e não consigo. Talvez o melhor fosse não escrever, pois agora estou tomada de múltiplos sentimentos desencontrados.
Mas afinal, não é sempre assim, pelo menos por aqui?

O que acontece é que não gosto do Mundo Vivido, apenas no Mundo Pensado. Mas comofas quando nenhum desses dois é confortável?
Tento sempre - sem sucesso - imaginar que as coisas estão bem, mas acontece que elas não estão, e parece-me que nunca estarão quando se trata de seres humanos.
Estamos todos em uma Guerra, intena&externa. Uns acreditam que a sua seja uma de repercussão Mundial, outros ficam susse em pensar a sua Guerra como uma Civil.
A minha Guerra é do Sertão, cheia de gente miserável, tentando tirar proveito das situações por que não sabe para aonde ir e nem como ir.

E isso não é bom. Coloco que a minha Guerra é assim, por que por mais que tenham todas essas pessoas legais comigo, que se importam, eu não consigo sentir.
Imagino sempre que preciso ser sozinha, que não sou digna de tal atenção e como resultado estou sempre estragando com todas as minhas amizades, afastando as pessoas e chorando quando já não há mais luz, pois "eu queria, mas não sei lidar".

E não devia ser assim, devia tentar achar um meio caminho, mas não, fico nessa de Eliminar para manter.
Manter o que?

Manter o que PAMELA!?

É triste toda essa situação, por que eu queria ser uma pessoa das pessoas, mas acabo sendo só minha. Cansei de ser só minha e de afastar as pessoas que gostam de mim.
Mas não sei como não ser assim.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Saber Local


Daí que sábado G., a terapeuta, remexeu nos meus pontos fracos. Todos aqueles que já conheço, por que essa mesma G. já havia feito isso em 2006.
E reconhecer não foi dolorido, nem um pouco, pois quando estamos falando de mim, é quase como estivéssemos falando de um personagem. O personagem do meu livro favorito.
Então, o efeito veio com tudo ontem, quando acordei e minha vontade era de chutar cada pessoa que conheço e não conheço, e enfiar o pé na ferida e depois jogar limão.
Mas não seria, e nunca será correto fazer algo assim, afinal, estamos todos nesse mesmo barco e respondemos pelo mesmo "nome", Ser Humano.
Então resolvi ficar em casa, all day long, estudando. Mas o que menos fiz foi estudar. E tudo estava se encaminhando, e já estava fazendo planos para hoje: Ficar em casa, e não tomar banho! \o/

Pois estranhamente, quando estou mal, não tomar banho ajuda no processo para melhorar.
E isso não é algo que se conta por aí, muito menos aqui. Porém, foda-se, afinal esse é um blog, meu blog, lê quem quer...E nem são forçados, afinal não coloco link do meu blog em nenhuma das minhas coisas virtuais! (Y)

Contudo no meu do caminho teve um acontecimento, que fez com que tomasse o banho [só de corpo] mais rápido da minha existência, ontem.
Poderia escrever um post inteiro sobre o acontecimento, mas vou me restringi a apenas uma frase, e todos entenderam o por que, afinal sobre esse assunto muito já se foi escrito e nada, nada, nada, nada foi resolvido.

Dear C. veio me visitar.


A vida continua, e nem uma virgula&ponto entre ontem e hoje fez com que meu humor mudasse.
Ainda continuo com ele em baixa, ainda estou com vontade de me esconder do mundo, e mais, de mim mesma. Amanhã, vai ser outro dia, e estarei aqui no mesmo lugar, pelo menos pela maior parte do tempo.
Por que apesar de estar interpretando o meu melhor papel : Vítima Melancólica, ainda tenho um dedinho de responsabilidade coercitiva social e irei para a aula da noite.


É isso.
Cada semana ditando o seu ritmo.





*imagem por fábio moon&gabriel bá.

segunda-feira, 30 de março de 2009

P.

"- Aqui não se perdoa o fracasso e nem o sucesso. Por isso esta é uma cidade mediana. De uma maneira geral, consumimos mas não produzimos cultura."
"- O pecado capital de Curitiba é a avareza. Esta avareza está ligada a mística imigrante do trabalho, que se traduz na idéia de poupança. Inteligente é poupar, não desfrutar. Então, freudianamente, Curitiba é a Retenção das fezes." Paulo Leminski



Há duas semanas estou lendo a biografia dele, escrita por Toninho Vaz. A leitura acontece na ida e na volta da Terapia. Isso, voltei a fazer terapia há duas semanas.
Essa leitura tem me sido essencial nesses dias, pois esse conhecer Paulo Leminski é muito mais do que um conhecimento pelo conhecimento, mas sim uma Identificação.
Somos da mesma Cidade e pelo que percebo a sentimos da mesma forma. Moramos nos mesmos Bairros. Passamos pelas mesmas ruas, bebemos cerveja ladoAlado no mesmo Bar, mas Ele lá no Século XX e Eu aqui no Século XXI.

E o interessante dessa experiência é que a leitura sempre acontece aos Sábados pela manhã, e os comentários sobre toda segunda-feira anoite, com meu Pai.
Mesmo que ele não tenha a consciência da importância que o Paulo tem para o nosso País e para a minha Vida, o atualizo sobre os lugares aonde ele morou.

- Pai, você sabia q o Paulo Leminski, aquele Poeta, morava aqui na quadra de cima, no 1000 e alguma coisa...

- Pai, o Paulo Leminski...Lembra, que eu te falei...Morou ali na Vila Izabel quando se casou pela primeira vez!

E nesse final-de-semana descobri que a esposa do meu Tio teve aula com ele, e algumas vezes minha mãe ia junto assistir!

- Aaaahhh! Bem que eu reconheci a cara dele! Ele era bem louquinho! hahaha

E que meu Tio cruzou com ele várias vezes pela Rua.

Todos nos temos defeitos, e o Paulo não era diferente, por isso gosto tanto dele. A leitura prossegue, e se tudo der certo comprarei um exemplar, já que estou lendo um que pertence a Biblioteca Pública do Paraná - local em que tantas tardes Ele passou a estudar e Eu a trabalhar.

O Bandido não apenas sabia Latim, mas também Grego, Hebraico, Inglês, Francês e Amor. Pois ele foi um Homem cheio de Amor, mesmo que as vezes esse tivesse um tom amargo.

Tudo é vago e muito vário
meu destino não tem siso,
o que eu quero não tem preço
ter um preço é necessário,
e nada disso é preciso

sexta-feira, 27 de março de 2009

Final de Semana.

Pretendo atualizar BILHÕES de vezes isso aqui!

domingo, 22 de março de 2009

21:21


Por Liniers.

domingo, 15 de março de 2009

Quase


Domingo é por si só o dia mais carregado da semana. Tem o peso de ser o primeiro, mas há muito, desde que surgiu a necessidade dos dias úteis, é colocado como sendo o último.
O último dia de lazer, logo o primeiro dia antes da falta de lazer. Um confuso por contradições&afirmações, que ao final perde o sentido e tornam-se Segunda-feira.

Exploro a carga de significado desse dia, pois dei-me conta que aqui dentro, nesse pedaço de carne subjetiva que apenas Eu tenho acesso- mas mesmo assim muitas vezes evito -, todo dia se faz Domingo.
A constante falta de identidade.

Sou o primeiro? Sou o último?
- Domingo em mais um&seu único questionamento.

Como já coloquei em algum post perdido no passados dos Bit's desse blog: Aqui não tenho preocupação&compromisso com o "Mundo Real", aqui a necessidade emergencial é o que sinto - e mais, o que não sinto.
As aulas recomeçaram. Seis matérias, três médias em dificuldade e três fáceis, mas isso depende de mim...Estou há mais tempo na Universidade do que dizia no folheto quando me inscrevi.

"Nove semestre e estou fora, uma profissão e Mundo, aí vou eu"...WRONG!
Estou no Décimo primeiro semestre, com uma previsão de me formar no Décimo terceiro. Chamo isso de "Desenvolvimento Pós-Moderno Urbano", independente do que você possa entender por isso.

E coloco isso para ilustrar mais facilmente o sentimento Domingueiro. A falta de saber se é bomOUruim travada constantemente, sem uma resposta.
Percebo que em posts passados tenho tentado estabelecer um padrão de comportamento, e esse é Otimista-porém-acreditando-que-as-coisas-boas-não-vem-do-nada, contudo mesmo-sendo-cética-ainda-luto.

E é assim que as coisas tem acontecido. Dias Sim, Dias Não.
E a melhor definição para a semana que passou é: Não sei.

Apesar da Crise lá fora, o que mais me aborrece é a Crise aqui dentro.

domingo, 8 de março de 2009

Notícias do Front

Ficar online de madrugada fez efeito nessa. Conversamos por duas horas. Muitas coisas fizeram sentindo, mas mesmo assim não se resolveram.
Sinto-me estupida de ainda acreditar, por mais que diga para todo mundo que não acredito.

E o pior de tudo isso: Dessa vez eu estava preparada para deixar essa vida de Rob Flemming.

Mas é isso, mais uma Batalha, pois a Guerra ainda está longe de terminar.

sábado, 7 de março de 2009

♫ But you're the idiot who keeps believing in luck ♫

Sinto falta da minha terapeuta. Ela diria que isso que sinto não é amor, mas apenas uma forma de fugir do novo, refugiar-me em uma dor do passado 'prá acalentar a minha alma.
Concordaria com ela, pois o mesmo acontece com M., o primeiro homem da minha vida 'adulta'.
Ainda essa semana sonhei com ele, assim como sonhei com Dear C. A real é que toda semana sonho com eles, e com isso continuo alimentando essas ilusões platônicas.
Com M. não fantasio que um dia poderíamos voltar a ser o que fomos, até porque o que fomos não mais iria me satisfazer. Ano passado nos reecontramos, e por alguns momentos achei que seria isso, que todo o tempo/pessoas que passaram só haviam servido para mostrar que pertencíamos um ao outro, mas não foi isso que que aconteceu, pois quando o efeito da bebida passou, e ele ainda não havia encostado em mim, o golpe final aconteceu. Acabou, Pamela.
Foi preciso quase três anos para que tivesse consciencia, que do lado de lá havia acabado, e há muito tempo, muito mesmo.

E Dear C.?
Diz que a gente demora o dobro do tempo para nos recuperarmos um amor-perdido. Mas no meu caso isso é super faturado, pois fiquei apenas cinco meses com M. e com Dear C. três vezes, contudo tivemos um 27 longos meses de platonismo. Então vai demorar quanto tempo para que me recupere desse sentimento de perda?

Quarta-feira fez um mês que decidi que não podia mais viver de vácuos&descasos, e para ele mandei um email, apenas reproduzindo o que ele disse ao longos desse tempo. Usei o próprio veneno dele...Que aceitou, assim, facilmente.
Os motivos para tanto desprendimento, não sei, e talvez nunca saiba, pois não posso mais voltar para aquele lugar...

Platão é meu pastor, e sempre algo me faltará.
E com isso continuo arrastando pessoas inocentes para meu furação.
A verdade é que não amo ninguém, o que tenho são doenças. E enquanto isso continuar, nada poderá se acertar!

E enquanto isso escuto Ava Adore até os ouvidos sangrarem e fico on line de madrugada no msn...E agradeço por ter apagado o telefone dele do meu Celular. rs

Um dia aprendo!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Divagação

Estava eu aqui a procurar algum cartão do PostSecret que expressasse o que estou sentindo nesse momento.
Mas não consegui, pois são todos muito felizesOUtriste. E o que estou sentindo não se coloca em nenhuma dessas posições, contudo, sei que está entre eles, mas a sua gradação ainda se faz misteriosa.

É essa constante insatisfação, que deveria nos fazer mover entre os outros corpos atrás do que possa nos satisfazer, mas no meu caso - e no da maioria das pessoas - só provoca aquela sensação amarga na boca e faz com que o animo que não é muito grande só diminua.

Minha vida não é uma merda!

Mas por que ao ver Flickr's alheios com viagens coloridas&cheias de movimentos faz com que sinta-me MAIS assim!?
É o eterno dilema de não saber o que fazer com o que se tem, de imaginar que a grama do vizinho é mais verde, que aquele garoto irá ser o garoto da sua vida...Nunca é, nunca são.

Pelo menos o primeiro passo já tomei: Reconheci o que se passa e não estou sendo ingrata de diminuir o que tenho...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

"But the universe is designed to break your heart, right?"

Há dias venho tentando escrever aqui, mas fico com medo.
Medo de ser piegas, repetitiva e clichê.
Contudo não tem como não ser, afinal, se não fosse assim não seria Eu.

Sucessão de planos de vidas&amores verdadeiros.

DearC., assim como veio se foi. Na primeira semana foi triste, mas depois, com o já prévio exercício da falta de descaso do passado, me recompus.
E todos os outros garotos que os finais de semana ou coincidências cabais me trouxeram, foram um a um sendo cremados e jogados em seus memoriais de desilusão.

Ano Novo, Amores Novos.
Pelo menos é assim que disseram que deve ser. E mais que isso, é assim que vai acontecer.

Um amigo disse que esse era um ano de Mudança para ele, concordei, dizendo que também seria para mim, mas então ele me corrigiu, dizendo que esse ano para mim era de Decisão.
Está certo, esse é um ano Par, pois o comum aqui é ser Ímpar.
A possibilidade de me formar, é apenas uma dessas Decisões. Porém a maior está aqui dentro.
Colocar-me no lugar, aplicar tudo que conheço sobre mim, sobre os fracassos&comportamentos viciados.

É obvio que não vou escapar de coisas como: "Denovo!?", quando conto para minha mãe que estou Apaixonada!
E depois de total êxtase do primeiro contato - mesmo que platônico -, passe as primeiras vinte e quatro horas surtando.
É o Tempero, não há mal em sentir emoções alegres, o que faz mal é procurar as emoções que me fazem mal.
Ou então de parar de acreditar na minha capacidade intelectual assim que o primeiro trabalho aparecer e a monografia não crescer...

Mas mesmo com tudo isso, sinto que dessa vez, não importa quantos passos siga em frente, nenhum vai ter que retornar para trás. E o motivo maior para tudo isso é simples(?): Por quê Eu quero.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Lucy in the sky...

Essa é a Valentina.
Que por alguma razão mistica(?) foi colocada em meu caminho do Museu para Casa.
Resgatei-a de uma planta má&cheia de espinhos e prometi que não a abandonaria ao acaso das Ruas&Becos.
Imaginei que minha Mãe não fosse apreciar, mas quando adentramos, Ela comoveu-se com minhas lágrimas de compaixão - pois parece que não possuo muita - e aceitou o bichano, com um sorriso e uma expressão muito comum que acompanha: Oh Boy!

É claro que a Baby está com um pouco [muito] ciume, mas sei que no fundo, em algum lugar daquele corpo magrelo-velho-coberto de pelos existem bons sentimentos. Afinal, ela é a minha menina...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009




Dia #mimimimi
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

#mimimi

ain que saudades do meu blog!!!
tenho tanta alucinação para escrever aqui...

é assim josé, só quando nos tiram o tempo é que sentimos falta. humanos, demasiado, humanos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Oh Boy!

Segunda-feira acordei com meu celular tocando. Era Éricón, contando que Osíris havia sido assassinado na praia.
Osíris era meu calouro em Sociais. Entrou em 2006 com ela. Não tínhamos muito contato, mas sabia que o pessoal desse ano era bem unido&gentil, tão gentil que adotaram a desperiotizada aqui.
Minhas lembranças dele é de uma vez irmos almoçar no R.U, na semana do calouro, ele estava de camiseta vermelha. E a outra em uma festa do DCE, que ele e outro cara que era calouro estavam muito amistoso comigo! haha
E nos falávamos alto, riamos, gritávamos...Foi uma noite legal de 2006.

Depois disso pouco o vi pela Reitoria, até por que àquela época as "preocupações" eram outras.

Não gosto de escrever sobre "problemas reais" aqui, mas acho que isso se fez necessário, como uma forma de homenagem a esse cara que só mostrou coisas boas para a gente. Que só tem histórias gentis&fulëiras com a Galerë.
Que ele esteja em paz e que a Garota dele consiga ficar bem&seguir em frente.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

How are things on the west coast?

É verdade, o Twitter tem sugado todo meu tempo na internet...Na verdade da vida.
Quando em casa, a primeira coisa que faço quando ligo o PC é checar as novas entradas. As vezes se passam horas antes que lembre que tenho e-mail. E quando abro, nenhuma surpresa.
No Museu o mesmo, assim que chego, ligo o PC, então vou buscar os documentos que estou ementando e depois já entro no Twitter, e durante o dia vou respondendo&comentando.


Desativei o Twitter.

Oquei, voltei para o Twitter! [23/01/09]

Consegui recuperar minha conta antiga! =D [27/01/09]

***

O mês está quase em seu fim e não li nem escrevi nada do que me propus para a Monografia. O negócio é que tenho preferido olhar para o nadaOUdormir do que fazer qualquer outra coisa útil com a minha existência. E mais, assisti Greek. Greek/Nada/Dormir.

***

Faz três dias que volto do Museu para casa a pé. 100 minutos.
A motivação foi a passagem aumentar, justo nesse período de férias em que não posso pagar meia. Contudo acredito ter sido uma sábia decisão, pois tenho uma vida muito sedentária...E enquanto a minha busca pela bicicleta "perfeita" não termina, essa é uma forma de aquecer.

***

No love, no glory
No hero in her sky

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

*-*

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Eu, Você e Todos Nós

Uma vez, não lembro se em um filme ou seriado, uma personagem feminina disse que todos nós temos cadáveres no quintal dos fundo, como metáfora para relacionamentos passados.

E isso serviu exatamente para o que sempre senti. Em principal depois que adotei essa postura ~wannabe antropóloga de tentar me colocar no lugar do outro.
Sabe aquele frio que sentimos na barriga sempre avistamos alguém do passado? O qualquer alguém do presente também vai sentir isso, mesmo estando com você.
E assim sempre será, pois os corpos estão lá, no quintal dos fundos para que sempre se lembre quem você é, de onde veio e o por que agora faz assim e não assado.

Toda vez que se faz necessário enterrar um novo corpo, procuro escolher as mais bonitas palavras para prestar a última homenagem. Enalteço os bons momentos, lacrimejo pelos maus e com um beijo suave - mesmo que metafórico - , em sua testa despeço-me, para nunca mais, pelo menos enquanto é dia, olhar para trás.

O que acontece é que o meu quintal dos fundos não tem mais capacidade para os corpos. Não que tenham sido muitos, em quantidade, mas sim em ego. Sou uma apaixonada por egos inflados&meninos de exatas!
Depois de menos de meia dúzia de corpos enterrados, resolvi que agora tenho que crema-los, e devolver para o lugar de onde vieram. - Inferno?

Não há mais disposição para cair nas armadilhas, acreditar que o amor verdadeiro vai aparecer, não mais da forma que esperava a quase 29 meses atrás.
As calças ficam curtas, as jaquetas pequenas e os sapatos apertados, crescemos e aceitamos. Eu pelo menos aceito. Não significa que deixei de querer acreditar, mas aceito a condição. Piso mais devagar, questiono mais e tenho um pouco mais de respeito por mim e minhas necessidades.

''Não tem erro assim'', diz que.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Eu, Você e Todos Nós

Uma vez, não lembro se em um filme ou seriado, uma personagem feminina disse que todos nós temos cadáveres no quintal dos fundo, como metáfora para relacionamentos passados.

E isso serviu exatamente para o que sempre senti. Em principal depois que adotei essa postura ~wannabe antropóloga de tentar me colocar no lugar do outro.
Sabe aquele frio que sentimos na barriga sempre avistamos alguém do passado? O qualquer alguém do presente também vai sentir isso, mesmo estando com você.
E assim sempre será, pois os corpos estão lá, no quintal dos fundos para que sempre se lembre quem você é, de onde veio e o por que agora faz assim e não assado.


[...]

sábado, 10 de janeiro de 2009

Ecos

Nietzsche nos "presenteou" com o mito do Eterno Retorno, que coloca a questão de que tudo em nossa vida se repetirá tal como foi vivido e essa repetição ainda vai se repetir indefinidamente.

Não vejo as coisas se repetindo assim como foram vividas, como performace, mas sim como essência. A essência dos acontecimentos se repetem.
Assim como - dizem por aí - tudo o que se diz respeito a moda foi inventado, agora tudo não passa de uma releitura, assim como o Hegel tinha a tal idéia da essência das coisas, que até hoje ainda acredito não ter compreendido por completo, que uma coisa pode se transformar em outra, mas o seu propósito, mesmo que diferente, é o mesmo(?).
O negócio é, não existe fim da história, mas existe novas combinações com tudo que já aconteceu, só para exercitar todo músculo que sente.

Quando digo que 2009 está lá fora, mas ainda prefiro ficar aqui dentro, é por que se for para ser 2009 tem que ser totalmente diferente de todos os anos anteriores, e não uma repetição com novas roupas&sorrisos.

Por isso posso dizer que ontem 2009 começou.

Inaugurado com estrago, como os dois últimos ano, com as companhias adequadas, contudo diferente em sua essência.
Como Performance não foi diferente de nada. Compreendem?
Subverti o paradigma que havia construído para meu único&exclusivo prazer, fazendo com que o que mais dava importância - a essência dos acontecimentos - mudasse. Como diriam aqueles ingleses - ironicamente: Agora algo completamente diferente...

Então com tudo isso, acredito que é melhor parar de exigir muito dos acontecimentos e aceitar - não de forma cretina - que talvez essa seja a "melhor" forma para as coisas se desenrolarem agora.

O diferente não é a Performance, mas a essência!
Entenderam?

2009 está entre nós!

=D

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

EXemplares


2009 é o estômago de todos os anos anteriores.
Dia-a-Dia um pouquinho de tudo tem ido embora.
E assim deve ser, até o próximo ano, que ainda não sabe se vai existir, mas já está prometido que será tão novo&limpo como o dia de meu nascimento.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Então, ele veio

Mais um ano.
Incrível como a volta inteira de um relógio, depois de muitas pode fazer o ano mudar - mesmo que falso.
O ano não começou como imaginava, e para a falar a verdade nem lembro como ele começou, mas podem ter certeza, não foi como imaginava.
Mas é isso, tem que aceitar. Resolvi que vou exercitar a aceitação, da forma mais cretina que se pode, calando-se.

Na madrugada do dia um aconteceu algo, bobo, mas fez com que dormisse com um mini-sorriso nos lábios.
Ao acordar logo fui pedir a opinião de minha Mãe, que apesar de ser fatalista na maior parte do tempo, parecia ter razão, mas mesmo assim tentei argumentar o por que não deveria seguir o conselho.
Hoje, após rever o assunto tive de admitir que ela está certa.
E esse "ela está certa" encaixa-se exatamente no meu plano de Aceitação, mesmo tendo o principio legitimador totalmente contrário a lógica aplicada na aceitação das demais coisas.


2009 está lá fora.
Mas por agora escolho ficar aqui dentro.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Um mal passo

Uma pedra no caminho.
É como quando nós vemos refletidos em um espelho, mas nos primeiros segundos não reconhecemos nossa própria face.
Sou a pedra no meu caminho.

domingo, 28 de dezembro de 2008

- Quanto tempo falta?
- Uns 10 minutos
- Você acha que tudo pode mudar até dar a hora?
- Não, não acho
- Por quê você acredita que não dá?
- Porque faltam 9 minutos somente
- E todo esse resto de tempo em que estivemos aqui
- Não foram suficiente
- E qual o tempo que seria suficiente para que tudo mudasse?
- A eternidade
- Você é drástica
- Você é um chorão

Por Geverson.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal, Tatiana!


"Quando Carmem me manda chupar, encaixo o nariz na sua bunda lisa e branca, estico a língua dentro do corpo. O gosto é ácido, amargo, e eu penso que, a partir daquele momento, o meu principal objetivo na vida é fazer Carmem ficar doce. É a única coisa que merece meu esforço.
Fora disso, não tenho nenhum interesse e me afasto. Sem constrangimento, sugo o sangue das minhas amizades e, enfastiado, expulso seu conteúdo do meu corpo com o derradeiro esforço de quem larga um pedaço de merda insistente e áspero. Como um chupim, me alimento dos outros, um parasita romântico. Esses amigos se sucedem como meus empregos, um a cada três meses. Balconista, analista, contador, burocrata e os assuntos se esgotam cedo demais. Depois não há mais interessante e cada reencontro é constrangedor e triste. Chego a pensar que podiam morrer todos pelo caminho, para que eu não precisasse mais vê-los.
Nesse caso, ainda conservaria alguma lembrança agradável e não o gosto de película gasta e reprise vespertina na boca. Mas eles insistem em continuar vivos, cuspindo lamúrias, andando por aí como fantasmas.
Gostaria de escrever algo como "as grandes cabeças da minha geração", mas essa é toda uma linhagem de chatos queixosos. Encaro seus olhos e só vejo o reflexo do vazio em cada um de nós, entre óculos de aro grosso, orelhas amassadas, sob cabelos pintados de loiro, em diários na redem programas de auditório e sessões sofisticadas de cinema, é tudo a mesma grande coisa, só a repetição de padrões regurgitados e atitudes velhacas, como se nada mais houvesse ou fosse possível fora dessa nostalgia vazia.
Minha máquina de digerir só não consegue desintegrar Carmem. É a única que sobrevive sem pudor, andando nua por essa necrópole sem fim, pisando seus pés pequenos sobre os mortos, esmigalhando pedaços de carne e tropeçando em ossos. Esbarrando nos corpos sem vida, por trás de esquinas, entre cada espelho quebrado, cada noite perdida." Corpo Presente, João Paulo [fucking] Cuenca



Essa é a parte que *mais* lembro do livro. Espero que você goste! O outro presente será entregue dia 31, no nosso Baile de Ano-Novo com Twister! hohoho

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Random

Estou com essa cólica intestinal que não me permite fazer movimentos bruscos, por isso escolho escrever, contudo esse é considerado por mim o movimento mais brusco.
A partir do momento em que começo a faze-lo, acredito, que não há um músculo em meu corpo que não fique alerta.
É uma total descarga de adrenalina, apertar as teclas, deslizar a caneta sobre o papel. Juntando letras, as transformando em palavras, e essas colocadas lado a lado existindo como frases.
Esse não foi um ano Literário, esse foi um ano em que fizeram de nós o preparo para a vida adulta.
Foi o ano em que se descobriu que existem amigos & amigos, que existem famílias & famílias, amor & paixão, bom gosto & fuleiragem, divertimento & loucuragem.
Foi o ano em que negar conhecer mais pessoas só bastou para que essas quisessem ser conhecidas.

Fracassos, derrotas & humilhação.
E todo os significados dessas palavras agora são apenas um borrão que as lágrimas fizeram o favor de lavar e levar para longe, tão longe que nem mais sinais encontramos pela madrugada.

Muito mais que dois, somos vários, perdidos pela noite suja, renascendo dignos no dia seguinte, não mais como pequenos Narcisos, mas como Seres Humanos, que antes de si, enxergam os outros, e erram.

E as manhãs nunca param de chegar. E ao final elas só fazem isso para que as noites nos saúdem com seu olhar.
Essas noites que tanto já nos fizeram chorar, como madrastas arrependidas agora hão de nos adorar.

O ano pré-vestibular para o Descolamente Social. O ano em que o exercito foi formado. As madrinhas foram escolhidas. Os aliados foram convocados.

Mas e a escrita? Para aonde vai?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Humana, demasiada Humana

Primeiro fez com que rodasse o estacionamento atras do carro dele, que eu não sabia qual era, apenas que era preto - Oi? Na verdade é azul!
Telefonou perguntando aonde estava, e quando disse que não sabia, riu e disse que era um cretino por não ter parado em um lugar melhor.
Quando já estava ligando novamente o avisto, de camiseta branca e toda aquela altura.

O que mais me impressiona nele é o humor. Ele tem um ótimo humor e quase alcança a perfeição nas construções de frases.
Isso por que ele não aprecia ler. E eu, com toda a arrogância que alguma dezena de livros legitima, troco as palavras, esqueço as palavras, gaguejo e gesticulo, muito - Praticamente um Woddy Allen sem talento.

Quando entro no carro está tocando Snow Patrol.
Depois Radiohead.
Então ele avança mais algumas músicas, dá um sorriso diminuto e diz: Conhece essa?
É Ava Adore, que tornou-se importante em uma madrugada qualquer, de quando ainda a distância era o Real.

Admito que o primeiro contato não foi tão empolgante.
Talvez pelo choque de finalmente ele ter tomando uma atitude ou por ter sido a noite que tive que pagar 100 dinheiros no DivãDoMundo® por ter perdido a comanda, e depois a encontram e devolvem parte do dinheiro ou por ter imaginado que o rumo amoroso da minha existência seria de desprendimento, tendo seu inicio naquela mesma noite, só que mais cedo.
Mas mesmo assim, mesmo tendo decretado que aqui não haveria mais fixações amorosas, era preciso vê-lo novamente.

E agora, e agora estou encrencada.
Pois ele tem o sorriso de canto de boca, da forma daquele que em 2005 modificou tudo.
Ele acha bonitinho todos os meus vícios de linguagem e o fato de nunca - NUNCA - conseguir para de falar.

Escutar Little Joy abraçadinho.
Surtos catalépticos sobre Cuenca. Ele sabe e não vai impedir, oquei? haha

Vinte e Sete meses de espera. Acredito que ninguém vai me recriminar se me jogar, né?
E se cair, arrastem meu corpo para algum bar...


Ah sim, ele está viajando, mas dessa vez por razões familiares!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Obstacle 4



Depois de 27 meses Dear C. para de ser Cuzão e encontra com Pamela, que acredita que 99% o que sentiu nesse tempo foi idealização.

Duas semana depois do "primeiro" encontro Dear C. vai ao encontro de Pamela novamente.

Pamela depois de muito racionalizar descobre que gosta sim de Dear C. e mal pode esperar para vê-lo novamente.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

For sure...






foto por: Não lembro! Oo

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Pambolicius

Pambo. diz (12:50):
cara! eu preciso começar a ser mais descolada no blog
Pambo. diz (12:50):
sou muito contida lá, né?
sourosangela@... - diz (12:50):
vc fala por códigos internos.
sourosangela@... - diz (12:50):
vc escreve pra vc mesma
Pambo. diz (12:50):
HAUAHAUHAUAHAUAHAU
Pambo. diz (12:50):
legal (Y)



Jornada Dupla de trabalho e alguma Fuleiragem no final de semana.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Cafetina Moderna

Venho por meio desse post convidar futuros colabrorados para Blog de Variedades(?), que tem por intuito tirar dinheiro da Galerë despercebida que pesquisa no Google.

Possíveis interessados, mandar email para: pamela.cabral@gmail.com
Nesse email deve constar uma foto - de qualquer tipo, desde que seja de sua autoria, um texto - também de sua autoria - e a resposta correta para a seguinte questão:

Qual é o nome dos seres microscópios que vivem dentro das celúlas e são responsavéis pela Força dos Jedi?

É sério.
Agradeço os contatos desde já!

Do Moleskine

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Obstacle 3

"Vou mostrando como sou e vou sendo como posso.
Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos.
E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto."

Sinto nesse momento uma clareza de pensamento como nunca antes - pelo menos do que se trata de sentimentos.
Talvez seja a falta de açúcar no corpo aliada ao calor, mas acredito que valha a pena explorar.

Depois da madrugada insana - na qual começou com um próposito - passar um momento agradavél ao lado de meus amigos -, contudo com o desenrolar dos minutos virou um pesadelo psicológico regado a álcool, para que finalmente terminasse com o encontro mais inusitado com C. -, todo momento em que permaneço acordada se resumi em tentar entender o que estou sentindo. Digo-lhes que tento entender por que a minha reação a todo acontecido foi totalmente diferente do que imaginei.
E aí chego a um ponto importante: Até que ponto toda essa minha necessidade por idealizações&platonismos arruina a realidade?
Acredito que arruina até o ponto de que quando o real se faz o meu interesse desaparece, por isso pulo de obsessões em obsessões em intervalos tão curtos. Sou uma consumidora de Egos.
E antes isso trazia muito sofrimento por não ser um modelo de sentir socialmente aceito. Sempre toda aquela culpa fundada na moral judaico-cristã, que mantem-se enraizada nas práticasem nossos dias.
Escrevo que antes trazia sofrimento, por que agora reconhecida acreditasse que pode ser superada.
Não quero com tudo isso decretar a Morte do Amor Romântico, mas apenas deixar claro como funciono e no futuro - talvez - não cair novamente em outra armadilha causada por hormônios, que muitas vezes se deixam passar por algo - sentimentalmente - verdadeiro.
Também não quero com essas palavras levar Dear C. acreditar que não tem importância em meus dias, mas caso ele não venha mais a participar desses, não haverá de ser um problema gigantesco, como antes se anuncia.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Coerencia 'pra que?

Só para constar, depois exploro o tema com mais calma:


Dear C. atendeu um dos telefonemas da madrugada e foi ao meu encontro no DivãDoMundo®.


Isso mesmo, depois de vinte e sete meses nós nos encontramos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

De hoje em diante...

Algumas coisas tem que mudar, e nisso todo(?) mundo está de acordo comigo.

Mas hoje, ainda, me permito um último post platônico!


"Maria Elena used to say that only unfulfilled love can be romantic." Vicky Cristina Barcelona, 2008.


That's All Folks.
Novidades, ainda esse ano, se pá.

domingo, 30 de novembro de 2008

Querido Chris


mesmo que isso seja apenas uma ilusão.
mesmo que você nunca venha.
mesmo que fique [e vou mesmo] obcecada por Outro.
pois o que vale é o sentimento...e esse que tenho por você me satisfaz contenta em algumas noites.

platão é meu pastor, e nada me faltará.

Someday.

And I draw a line
To your heart today
To your heart from mine
A line to keep us safe




Não é só porque desisti e vou por aí - descobrir de quantas lágrimas é feito um Estrago - que esqueço de voCê.

...

Escrever no blog não tem a mesma emoção que escrever no Moleskine.
Lá a vergonha é menor do que aqui, mas por agora ele está silenciado por falta de caneta.


Não posso, simplesmente não posso escrever nele com qualquer caneta. Pois uma vez isso permitido qualquer coisa é válida. O Sagrado perde a sua eficácia.

O Moleskine poderia ser meu Corpo, mas não é.

sábado, 29 de novembro de 2008

For the Good Times and The Bad Times

http://twitter.com/runpamrun

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Um conto de Duas Cidades...

Não, não vou escrever sobre o Dickens.
Na verdade não escreverei sobre nada culto, edificante ou qualquer outro adjetivo que indique que não haverá perda de tempo ao ler.
Vou escrever sobre o que tenho escrito desde o centésimo post do blog, minha vida pessoal física&mental.
O negócio é que os ano passado e este tem sido extremamente insanos - Adolescência Tardia Pride -, mas o que tem mais me impressionado nisso é a velocidade com que as coisas tem acontecido. E mais do que a velocidade, a quantidade. Não apenas a quantidade, mas também as coisas que tem acontecido.

Toda a minha vida sempre fui a última ser escolhida para qualquer coisa. A mais comum. Mais uma moreninha. Regular.

Então alguma coisa aconteceu e a partir desse/daquele momento - que não tem localização exata no tempo, mas pode ter começado naquelaaaaa Frangada/2007 - nada mais foi igual.

.
.
.

Hoje de madrugada antes de sair com a Galerë, achei um botão de dois furos.
Amanhã todo mundo trabalha na LivrariaEstrangeira, e isso me aterroriza, pois sei que ele vai estar lá, mas não tenho a menor idéia de como vai ser. Por que aqui, mesmo quando a noite acaba bem, o dia ainda pode ser obscuro.
A melhor palavra para descreve-lo é Cavalheiro. A melhor "palavra" para me descrever é Manica-Obcessiva-Passiva-Agressiva-Repetitiva-que-fala-extemamente-alto.
Sabe aquela pessoa inconveniente que tem a *necessidade* de atenção e muitas vezes não fala nada-com-nada? Sou Eu.

Vamos racapitular sobre TUDO o que falei essa noite:

Sobre drogas licitas&ilicitas;
Orelha da Gwyneth Paltrow;
Pandora antigo...O cara que era Dono, trabalha na LivrariaEstrangeira;
Namoradinho no Rio Grande do Sul;
Primeiro Beijo;
Ex-melhor amigo, melhor&pior estrago de 2007;
Sobre como A. é parecida com a namorada do meu Primo - e isso é um elogio;
Bahia;
Signo;
Apelidos;
Fundação Cultural de Curitiba;
Bolsa Universitária;
Pesquisa de Rua;
Múltiplos empregos;
Biblioteca Pública do Paraná;
Tatuagem;
Orientadora da Mono que canta Jazz no DivãDoMundo [Vide O dia M., JPCuenca];
Família.



Agora é esperar o tempo passar. Mas se nada acontecer, pelo menos posso continuar com o meu discurso: Pego que Eu quero...Ficar triste por duas semanas ou mais, evitar passar no SetorÜberFun que ele trabalha.

Assim, piro no MeninoLobo a um ano, e agora ele sabe disso...Sério, não tem o que dar errado...É só não ficar mais bêuda!


Chega, por hoje.



ps: obriguei-me a comprar o almanaque do rock, para que o kid vinil autografasse&também tirei foto.
ps2: ah, assim, todo mundo entendeu que eu peguei o meninolobo, né? na verdade ele que me pegou...foi complexo...mas isso é assunto para outro post ou não.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

*Suspiro*



JOÃO PAULO CUENCA NO PAIOL LITERÁRIO
“A literatura é a cura e a doença. Eu entrei nesse jogo. Se tiver um filho, não sei se vou querer que ele entre também. De repente, prefiro que ele seja um nadador, um cara que rema num caiaque”


No dia 8 de outubro, o Paiol Literário - projeto promovido pelo Rascunho, em parceria com o Sesi Paraná e a Fundação Cultural de Curitiba - recebeu o escritor carioca João Paulo Cuenca. O encontro aconteceu em Curitiba, no Teatro do Paiol, e contou com a mediação do jornalista Rogério Pereira, editor do Rascunho. Cuenca, que já foi cronista da Tribuna da Imprensa e do Jornal do Brasil, hoje assina textos veiculados no suplemento Megazine, de O Globo. É autor dos romances Corpo presente e O dia Mastroianni e co-autor de Parati para mim, escrito sob encomenda para a primeira edição da Festa Literária Internacional de Parati (Flip). Também tem textos publicados nas coletâneas Dentro de um livro, Contos sobre tela, Prosas cariocas e Cenas da favela, entre outras. Durante o bate-papo com seus leitores, Cuenca falou sobre o peso da literatura em seu dia-a-dia e sua formação como escritor, opinou sobre o mercado editorial e o desinteresse dos brasileiros pela literatura nacional contemporânea e comentou o projeto Amores Expressos, do qual foi coordenador editorial.

• Mais que um norte, um sentido
Em geral, a importância da literatura na vida das pessoas é nenhuma. Tem uma história engraçada. Um estilista de São Paulo me convidou para escrever um texto para a sua butique. E perguntei: "Quanto você vai me pagar?". E ele: "Posso pagar em roupa". Os escritores às vezes têm que fazer esse tipo de coisa. E fiz. Depois, fui pegar a roupa na tal loja e expliquei às balconistas: "Escrevi um texto e estou aqui para pegar tantas peças de roupa". E elas: "Ah, você é o escritor? Uau, mas que coisa antiga". Era quase como se eu falasse que luto esgrima ou jogo críquete. Então, infelizmente, hoje em dia, o alcance da expressão literária não é tão grande quanto já foi, por n motivos que não me cabe discutir - quer dizer, me cabe, sim, mas vamos cortar essa parte. Já na minha vida pessoal, a importância da literatura é total, porque vivo o tempo todo pensando nisso. No romance que estou escrevendo, na crônica que tenho de escrever, no que estou lendo. E isso me deu mais do que um norte na vida quando comecei a trabalhar como escritor em tempo integral. Me deu um sentido. Nem sei se estaria vivo.

• Perdendo a briga
A gente tem que ter consciência de que o público leitor é pequeno. Os escritores, hoje, têm uma função quase que de evangelizadores. Você tem que chegar aos lugares e falar sobre você e seus livros. E essa tem que ser uma atividade constante. Ocupar os jornais, a imprensa, a televisão, o cinema. Ocupar todos os espaços e brigar por isso, porque a gente está perdendo a briga. Para a tevê, para o cinema, para a internet e todo o resto.

• Entre as freiras
Fui alfabetizado em casa. É uma história meio louca. Minha mãe é meio louca. Ela me alfabetizou com uns bloquinhos de madeira com letrinhas. Então, cheguei ao colégio e já sabia ler o básico. (...) Quando eu tinha uns oito anos, e já sabia que era uma pessoa completamente alienada - e que o seria para sempre -, comecei a ler muito. Ia à biblioteca. Havia duas bibliotecas que eu freqüentava. Uma era no Sion, um colégio de freiras onde estudei, no Rio. Eu tinha que brigar com a irmã Laura, sempre queria pegar os livros que ela não queria que eu lesse. Fernando Sabino era uma coisa obscena. Então, eu tinha que driblar essa senhora para poder ler. Às vezes, eu roubava livros. Depois devolvia, mas eu tinha que traçar estratégias para pegar o que eu queria. E a outra biblioteca ficava no Leblon, onde hoje há a Livraria Argumento. Era uma biblioteca municipal, que eu adorava. Eu pegava dois, três livros por semana. E nunca tive nenhum tipo de hierarquização. Se hoje não tenho, naquela época tinha menos ainda. Eu lia de tudo: Agatha Christie, Georges Simenon, Júlio Verne, Robert Louis Stevenson, Machado de Assis. Eu gostava muito de crônicas. Já lia as do Sabino, as do Vinicius. Lia muitas histórias em quadrinhos e ia muito ao cinema. Era uma mistura dessas coisas. Depois parei. Acho que, dos 8 aos 14 anos, eu lia muito mais do que leio hoje em dia.

• Dostoiévski desgraçou a minha vida
Os livros que - tenho certeza - desgraçaram a minha vida para sempre, já na primeira adolescência, foram Crime e castigo e Notas do subsolo, de Dostoiévski. Fiquei completamente doente, com febre, sonhava com aquilo. Horrível. O encontro marcado, de Fernando Sabino, também foi um livro importante para mim. Lavoura arcaica, costumo reler. E quando eu tinha 17 anos, li On the road, de Jack Kerouac, numa tradução horrível, mas que foi fundamental para mim naquele momento.

• Experiência sem paralelo
O livro é uma coisa maravilhosa, fascinante. Uma boa experiência de leitura não tem paralelo, não se parece com nada. É muito mais intensa do que a de ver um filme. É uma tecnologia muito mais refinada do que uma projeção 3D, do que a realidade virtual, a internet ou qualquer outra coisa que venham a inventar. Um romance, um livro é inesgotável, você o revisita e aquilo ganha sentidos diferentes em diferentes momentos da sua vida. Você pensa em quem era da primeira vez que leu aquele livro, na diferença dessa segunda leitura, dessa terceira leitura. Memórias póstumas de Brás Cubas é um livro que, a cada vez que leio, leio diferente.

• Registros escritos
Por causa da internet, hoje, um garoto de sete anos lê e escreve muito mais do que um de 20 anos atrás. Ele está o tempo todo conectado, conversando por meio de palavras escritas. Troca e-mails, mantém um blog ou tem um fotolog, escreve embaixo das suas fotos. E as pessoas vão compartilhando aquelas experiências. Registros que não são literários, mas que são registros de língua escrita. Vou falar da minha experiência pessoal. Comecei com um blog, acho que em 1999. Um blog que hoje acho horrível, mas que na época fez algum sucesso. A partir dele, na minha cabeça, começou a rolar o tal pacto com o leitor. Você publica uma coisa, um leitor tem uma leitura, e outro leitor tem outra. Você começa a se colocar nesse jogo e isso, para mim, foi fundamental. A internet foi muito importante para mim. Depois fiz um blog de bastidores do meu primeiro romance, Corpo presente, de 2003. Expus lá todas as minhas angústias. Depois, esse blog virou uma espécie de depósitos de resenhas, opiniões, debates sobre o livro. Foi muito importante. Até porque, quando publiquei o romance, ele já tinha os seus leitores - por causa do blog. Então, tem um lance mercadológico. E, aí, entra aquilo de aproximar o leitor da figura do escritor. Isso é muito importante para vender a literatura. Mas, às vezes, pode se tornar um inferno.

• Na livraria, na internet, na humanidade
Você não encontra literatura na maioria dos livros que estão numa livraria. Você encontra receitas para a felicidade, para cozinhar um bolo, para cuidar de um cão, para manter um relacionamento. E encontra algumas tentativas de ficção. Ruins, razoáveis, boas. A parte que realmente interessa ali, em minha opinião, é muito pequena. E, na internet, é a mesma coisa. Como é na humanidade em geral. A internet dá voz a uma multidão descontrolada de pessoas que produzem muito irregularmente o que pode ser ou não ser chamado de literatura. Mas acho isso fantástico. Essa necessidade de expressão é fantástica. A garota de 14 anos que escreve em miguxês, aquela linguagem horrorosa. É fantástico: ela está se expressando, usando palavras para se expressar. Outro vai ler e vai passar adiante. Eu não acho isso trágico. Tem gente que acha uma loucura, que a gente está vivendo uma era de caos e destruição, que a internet é o início do fim. Eu acho que não, muito pelo contrário.

• Economista abandonado
Minha família nunca teve muito dinheiro. E eu queria ter dinheiro, para viajar. Por isso, fiz vestibular para economia. Obviamente, não deu certo. E acabei ganhando dinheiro - não vou dizer "dinheiro" -, mas acabei comprando minhas cuecas com o dinheiro da literatura. E isso é uma improbabilidade total nesse país. Mas a economia me abandonou, não fui eu que a abandonei. Fui demitido em 2005. Entrei de férias e meu chefe percebeu que eu não era necessário. Em absoluto. Eu contratava meus amigos como estagiários. Tinha uma vida muito boêmia e chegava todos os dias à uma da tarde, porque meus amigos já tinham adiantado todo o meu trabalho. Bons amigos (risos). Mas eu já escrevia naquela época. Escrevi trechos do meu primeiro romance no trabalho, naquela alienação do escritório.

• O pingente do jornal
A crônica tem muito mais a ver com o registro da minha semana. Com que eu vi, com o que senti, com o que sonhei na semana. O romance tem um fôlego maior. Você pode ficar três anos escrevendo um romance, com uma diferença simples: quando você começa a escrevê-lo, não sabe se vai acabar ou se vai ser publicado. Não sabe nada. E a crônica é uma guilhotina. Você tem que entregar aquele texto até tal hora de tal dia. Se não entregar - nem sei o que pode acontecer, nunca fiz isso. O que será que acontece? (risos) Mas, infelizmente, o espaço da crônica de jornal vem sendo ocupado por um certo colunismo que é uma reflexão mais ou menos banal, de acordo com o quilate do colunista, sobre os acontecimentos políticos e sociais da semana. Então, o espaço da ficção dentro da crônica - que chamo de crônica sem rodapé, um tipo de crônica que pode ser publicado daqui a dez anos -, essa crônica está morrendo nos jornais. E o espaço da crônica no jornal é o espaço do descanso, da ficção. É o pingente do jornal.

• Preciso da crônica
Preciso da crônica porque ela é minha âncora com a realidade temporal das outras pessoas. Tenho esse lembrete semanal de que existe o mundo e que existe o tempo que corre. Que as pessoas usam relógios.

• Os cronistas, os romancistas e o país
Certamente, a crônica é um registro quase antropológico. Adoro João do Rio, por exemplo. Você pega os livros dele, suas crônicas, e enxerga a Lapa do Rio de Janeiro de 1910, de 1920. Você vê a coisa. É uma memória literária histórica daquele momento, daquela cidade. Quando um cronista acerta, ele pode chegar a esse ponto. Mas, às vezes, a crônica não tem essa obrigação. Ela pode ser uma observação subjetiva, uma coisa atemporal. Pode ter sido escrita dez anos atrás ou dez anos à frente. Ela trabalha nesses dois registros. Agora, se a literatura contemporânea brasileira dá conta disso? Acho que dá. Há uma geração de romancistas novos interessante. É uma geração que não tem manifesto. Não tem construção formal, teórica. Não tem lírica a priori. É fragmentada. Cada um tem o seu caminho. Às vezes, nem sabe direito qual é o caminho, mas o vai desenvolvendo. Não tem combinação. Não existe afinidade estética. De repente, existe alguma, uma afinidade de bar talvez, mas não uma afinidade estética como aconteceu com o modernismo. Não há esse plano. E, mesmo sem plano, essas vozes conseguem dar conta do Brasil. Daqui a 30 anos, se você ler os livros que estão sendo escritos agora, neste momento em que a gente está conversando, vai entender um pouquinho como era o Brasil do início do século.

• Embaixadinha e bambolê
O mais importante escritor brasileiro em atividade é o Sérgio Sant'Anna. É só lê-lo. Este último livro, por exemplo, O vôo da madrugada. Sérgio é um virtuoso. É espetacular. É um estilista, um cara que consegue registros complemente diferentes. Tem uma erudição que não é chata. Dá espaço para o leitor interpretar e tem conceitos e idéias fantásticos. Sérgio Sant'Anna faz embaixadinhas, malabares e bambolê.

• Vida literária
Participo da vida literária a partir do momento em que ela me convoca. Fiz amigos escritores. Chico Mattoso, que publicou agora o seu primeiro romance, Longe de Ramiro, e que acho sensacional. Antonio Prata também é meu amigo. Ele também estava escrevendo seu primeiro romance, que talvez já vá sair. São meus amigos. Joca Reiners Terron - que, apesar de dizer que é da minha geração, acho que é de uma anterior. Eu sacaneio o Joca dizendo que ele é da geração 90 e está louco para fugir de lá. Ele senta na nossa mesa para ficar mais jovem. Tenho orgulho de tê-lo como interlocutor. Além de ser um grande escritor, o Joca é um cara que sabe tudo de literatura latino-americana. Ele é um farol. Tem uma verve de crítico ensaísta que eu, por exemplo, não tenho. E admiro quem tem.

• Pronto para largar tudo
Quando termino de escrever um livro, nem sei se vou escrever outro. Gosto de me sentir pronto para largar isso a qualquer momento. Terminei Corpo presente e ele foi tão bem recebido, que fiquei quatro anos sem publicar outro livro. Detalhe: escrevi outro livro entre Corpo presente e O dia Mastroianni, mas não o publiquei. Porque o livro era uma doença. Não gosto nem de falar. Um dia, de repente, vai ser publicado. Mas dei uma guinada, porque O dia Mastroianni é completamente diferente do meu primeiro. Um livro que eu não diria ser despretensioso, mas mais leve, mais tranqüilo.

• Eu era puro e me contaminei
Como eu não tinha nenhuma expectativa, não sabia o que era lidar com a crítica literária. Não sabia o que era lidar com esse meio, não conhecia ninguém. Ninguém. De certa forma, eu era um puro. Depois, me contaminei. E o segundo romance é uma crise. No primeiro, você é elogiado ou espinafrado - graças a Deus fui mais elogiado do que espinafrado - por algumas figuras ilustres. E quando vai escrever o segundo, você tem todos aqueles papagaios de pirata, as figuras que o elogiaram, a quem você sente que deve alguma coisa. Você está corrompido. Se você leva por aí, está corrompido.

• Escrever é desconfortável
Acho tudo muito desconfortável. Realmente acho infernal. Tem gente que diz que tem muito prazer quando escreve. Eu não tenho nenhum. Eu tenho quando termino. Termino de escrever um parágrafo, releio aquilo. Não existia antes, agora existe. Eu fiz isso. É um prazer lindo. Agora, na hora que estou brigando contra mim, é um confronto muito violento. Porque sou um leitor horrível do que escrevo. O que publico, eu não posso nem abrir. Já saio rabiscando. Não consigo. Se leio em voz alta, já mudo as coisas de lugar. É horrível. Tenho de publicar para parar de revisar, de ficar fuçando.

• Então, por que escrever?
Porque se eu não escrever sofro mais. Se eu não escrever é pior. Desde criança, invento histórias o tempo todo. Eu imaginava, enquanto estava fazendo as coisas, que estava contando aquelas coisas. Quer dizer, eu criava uma narrativa da minha vida, da existência ou de outras existências. Era uma maneira de inventar um sentido. Penso muito na morte todos os dias, o tempo todo, e isso faz com que eu me distraia. É como se apaixonar por uma mulher. Você esquece da morte.

• Para quem?
Antes de tudo, eu escrevo para mim. Comecei a escrever sem nenhuma perspectiva ou desejo de mostrar para outros. Aí, comecei a mostrar. E isso é um jogo. Comecei a gostar do jogo e falei: "Vou jogar". Mas um romance é uma coisa muito vertical, não posso pensar em agradar naquele primeiro momento. Depois, há um segundo momento, em que pego isso que escrevi e penso: "Será que isso faz sentido para alguém que não seja eu?". E aí converso com meu editor, com um pequeno grupo de pessoas que lêem aquilo, e reescrevo. E a coisa vai. Agora, com a crônica, não. Raramente tenho que pensar no infeliz que está tomando o seu café-da-manhã, que vai abrir aquele jornal e vai falar: "Ué, do que ele está falando? Está bêbado?". São expressões diferentes. Uma, eu começo e não sei se vou terminar. Não sei mesmo. Agora, estou escrevendo um romance baseado numa viagem que fiz para Tóquio, no ano passado. Estou no final do livro, mas não sei se ele vai acabar. Estou escrevendo desde abril do ano passado. Ele vai bem. Na medida do possível.

• Animal da rua
Nos últimos dois anos, fiquei mais de um ano fora, viajando. Então, escrevi muitas crônicas sobre as cidades onde estive. E vou escrever uma crônica sobre Curitiba também. Amanhã vou passear. É fácil escrever quando se está viajando, porque nossa sensibilidade fica muito aguçada. Mas, quando não se está viajando, às vezes a crônica vem até você, quando você está andando na rua. Cronista tem que andar na rua. O cronista não é um animal que fica trancado numa biblioteca. Ele tem que se confrontar com a realidade urbana.

• Sacudo do Brasil
O brasileiro não parece muito interessado na arte que vem sendo feita no Brasil. O brasileiro, hoje, está de saco cheio do Brasil. Prefere ler sobre o cabeleireiro de Cabul. Ele quer ler sobre o Afeganistão, não quer ler sobre o Brasil. (...) O brasileiro tem um preconceito bizarro contra os escritores. Ele encara o escritor de duas maneiras: ou o escritor é um gênio ou é um picareta. Não existe um meio-termo. É um gênio porque é uma criatura iluminada, inspirada, tocada por Deus, e aí tem uma obra que provavelmente vai ser reconhecida só depois que ele já estiver sete palmos abaixo da terra. O outro é um picareta porque, como assim, ele está escrevendo por vaidade, por beletrismo? Como assim? O cara vai escrever um romance por vaidade? Que tipo de vaidade há em ter um livro publicado? Queria que alguém me explicasse. Cadê minha limousine? E as groupies no caminho do palco? Então, estamos nessa espécie de vale-tudo. Não entendo essa esquizofrenia. Você acha que eu estou errado? Eu estou exagerando, não é? Eu exagero muito, cara.

• Marçal contra o faxineiro de Cabul
Meus livros vendem o que a média da ficção brasileira contemporânea vende: pouco. Como vende o Marçal, como vende o Ruffato, como vende o Sérgio Sant'Anna. Eles devem vender um pouquinho mais, não é? Mas é uma faixa. As pessoas vendem praticamente a mesma coisa. Essa faixa não é grande. A faixa do faxineiro de Cabul é dez vezes maior. O Marçal Aquino não ser um best-seller é uma coisa que me assusta. O Marçal, dos nossos pares, é um cara que, além de ser extremamente talentoso, tem chegada, escreve livros fáceis de vender e de serem lidos.

• A seita dos três mil
Não sei onde está o problema. Muita gente gosta de responsabilizar os autores. A gente vai entrar num terreno pantanoso, hein? Não acho que a culpa seja dos autores. Acho que existe um vácuo aí, um buraco de alcance, de troca. É uma coisa em que os dois lados saem perdendo, tanto a literatura brasileira contemporânea quanto o público leitor. Os leitores sairiam dessa muito mais enriquecidos se, por exemplo, lessem um livro do Bernardo Carvalho ou do Marçal Aquino, e não lessem os livros de Cabul. Nada contra Cabul, nunca fui lá, só estou dando um exemplo. Mas é assim no mundo inteiro, sabia? Este ano, fui a Portugal e à Espanha, participar de encontros literários com a minha geração de escritores de 30, 40 anos. E todos reclamam e vendem a mesma coisa. Isso que as pessoas vendem aqui, no Brasil, lá é igual. Um pouquinho mais, um pouquinho menos. As tiragens são as mesmas. Então isso me assusta, porque a literatura contemporânea, salvo exceções, está virando uma espécie de seita, de pequeno círculo, onde os escritores escrevem para os seus pares. Livros para outros escritores. Cada vez mais a tendência é que o número de leitores alcance o número de escritores. Até que todos sejam escritores e leitores. O que seria lindo, se fossem milhões. Mas, como serão só três mil, é trágico.

• Amores Expressos em Tóquio
Fui convidado para ser coordenador editorial do projeto Amores Expressos pelo Rodrigo Teixeira, um produtor. Ele já fez um projeto de livros sobre futebol que se chamava Camisa Treze, produziu alguns filmes... E me chamou para fazer esse negócio. A gente convidou alguns escritores para viajar e escrever histórias de amor sobre essas viagens. Houve uma pequena polêmica acerca do uso da Lei Rouanet no projeto - e nem teve Lei Rouanet, foi tudo feito com o dinheiro deles mesmos. Sei lá qual foi o anjo que enviou esse dinheiro para ser aplicado em literatura no Brasil. Uma coisa muito rara. Mas, enfim, bancaram integralmente as viagens. E eu acho que fui o único autor que escolheu para onde foi. Era um sonho da minha infância ir a Tóquio, tenho muitas referências da cultura japonesa. Desenho animado, Espectreman, Yasujiro Ozu e Kurosawa, Kenzaburo Oe, Haruki Murakami e Junichiro Tanizaki - que, acho, é o escritor de que mais gosto. Foi muito difícil, o Japão. É uma experiência bizarra porque lá você é um estrangeiro, um alienígena. E, como já cheguei com alguns contatos japoneses, tentei me meter em lugares onde não seria bem aceito. Lá, é muito forte a presença de um ocidental. Então, você já se sente estranho normalmente. Agora, estou escrevendo um romance em que o narrador é japonês. É uma irresponsabilidade, quase uma arrogância minha me colocar na cabeça de um japonês. Mas eu gosto de desconforto, de não saber direito onde estou me metendo. Esse desconforto me faz andar. É a história de um japonês que se apaixona por uma romena. Em algumas boates de Tóquio - e nas ruas -, você vê muitas modelos do Leste Europeu, que são em média 30 centímetros mais altas que os japoneses. São como girafas douradas flutuando por aquela cidade. São muito estranhas. E eu estou escrevendo sobre esse casal, que é improvável também, porque normalmente os japoneses não saem com estrangeiras. Pelo contrário: as japonesas é que adoram um estrangeiro. Enfim, esse personagem é filho de um poeta japonês consagradíssimo, que parou de escrever há uns 30 anos. E a namorada desse poeta é uma boneca de silicone, uma dessas love dolls, que são muito realistas e caras, custam 30 mil dólares. Um dos narradores do livro é a própria boneca. Dentro dela, estão as cinzas da mãe do meu protagonista, que foram colocadas ali durante uma cerimônia budista. É um livro completamente louco. Uma história de amor. Deve sair ano no que vem, com sorte. Se eu não acabar com ele, ele acaba comigo.

• A lanterna da linguagem
Tive a sorte de conseguir transformar essa compulsão ou necessidade de expressão, de criação de sentido, numa atividade prática e - aspas, muitas aspas - "profissional". Isso é sorte. É como se eu fosse uma pessoa numa caverna muito escura, usando uma lanterna. Para mim, essa lanterna, que me faz ver qual será meu próximo passo, é a linguagem. Essa luz é a linguagem. A lanterna é a literatura que tento produzir. Às vezes, a pilha fica fraca e não vejo nada. Às vezes, ela abre um pouco e, aí, consigo dar um passo.

• Meu filho num caiaque
Se deixaria um filho de 10 anos de idade ler Rubem Fonseca? Acho que não. Mas talvez eu estivesse errado em não deixar. Para mim, essa coisa desconexa de poder ler histórias em quadrinhos e literatura russa ao mesmo tempo foi importante. Enfim, de alguma maneira, a literatura é a cura, mas também é uma doença. É a cura e a doença ao mesmo tempo. Eu entrei nesse jogo. Se eu tiver um filho, não sei se vou querer que um dia ele entre também. De repente, prefiro que ele seja um nadador, um cara que rema num caiaque.

• Continente literário
Engraçado. Lá fora, o Brasil é muito cool e dá muito certo com a música, com as Havaianas, com as sandálias. O travesti também é uma tecnologia que o Brasil exporta muito e com muito sucesso. Mas a literatura ainda não, é uma pena. É um desperdício. O Brasil tem uma literatura de que tenho muito orgulho. É uma das melhores do mundo. O Brasil é um continente literário. Tem Clarice Lispector, Graciliano, Guimarães Rosa. O Brasil criou uma expressão: a crônica. O alcance literário que a crônica de jornal conseguiu no Brasil não tem paralelo. Ninguém tem um cronista como Rubem Braga. Tenho muito orgulho da nossa literatura do século 20. Mas, sei lá, as pessoas não conhecem Clarice Lispector. Essa cegueira é um grande desperdício. O papel de qualquer escritor brasileiro, de qualquer brasileiro, mas de um escritor ainda mais, tem que ser um pouco o de militante, não na hora de escrever, mas na hora de atuar. De criar pontes.

• Festa, rolo e fetiche
O que acho engraçado sobre as festas literárias é que, nelas, existe uma espécie de fetichização da literatura. Não sei se todas aquelas pessoas na Flip são leitoras. Gosto muito da Flip, mas desconfio que as pessoas vão até lá - algumas, não sei qual é a porcentagem -, andam por aquelas ruas bonitas, cruzam com os escritores estrangeiros e acham tudo muito elegante. Isso é surreal. As pessoas entram na internet e compram ingressos, fazem filas para ver um escritor falar. E aí tem a coisa do fetiche da presença daquele eminente senhor. Escutam o escritor, compram os seus livros, autografam as obras e não sei se depois as lêem. Tenho dúvidas. Aliás, acho que, cada vez mais, as pessoas estão comprando livros que não lêem. Eles ficam ali, ocupando um espaço vertical numa estante. É horrível, isso me dá uma angústia. Estou fazendo uma ironia aqui, em cima das festas literárias, mas acho importante que elas existam, porque essa fetichização da figura do escritor é importante. Seria importante que existisse uma revista Caras de escritores. Isso ia ajudar a vender livros. Imagine o repórter ali, e o Sérgio Sant'Anna bebendo um chope em um boteco em Laranjeiras. "Sérgio Sant'Anna relaxa numa tarde em Laranjeiras bebendo chope." E a figura do Sérgio em meia página. Ou: "Fulano está saindo com Cicrana". Todo um rolo - não que eu participe dessas coisas (risos). Mas há pessoas que se odeiam, que falam mal umas das outras, que trocam farpas. Acho que isso tudo tinha que ser mais explorado. Estou fazendo ironia, mas acho isso importante.

• Inveja dos poetas
Se eu realmente tivesse talento nesta vida, eu seria poeta. Mas não tenho, e escrevo prosa. É isso. Tenho muita inveja dos poetas. Eles conseguem fazer em três linhas o que um romancista às vezes tenta expressar em um livro inteiro. E a poesia é aquela expressão sintética linda e plena de significado. Imagino que seja muito mais fácil escrever um romance do que um bom poema.



• Que livro vai mudar alguém?
O que me irrita um pouco é que, hoje em dia, existe uma demanda muito forte pelo caráter utilitário das coisas. O cara lê um livro para aprender a ser feliz, a mentalizar, a meditar, a transar, a se relacionar. Ele quer tirar daquilo um ensinamento e, para mim, a literatura só é forte por ser completamente inútil. A arte é isto: é você enxergar a realidade do mundo através de um filtro, de uma visão que não é utilitária, e sim antiutilitária. E, aí, você pode mudar a sua vida.

• Dez mil livros
Sempre achei que eu fosse morrer nos próximos três ou seis meses. Isso me acontece desde os 16 anos e ainda não morri. Então, não sei como é que vai ser. Realmente me sinto esgotado. Você está o tempo todo usando e brigando com a linguagem. A linguagem não é uma coisa fácil de manipular. Não é uma massinha. É uma massinha meio dura, para esculpir aquilo é na marreta. E a idéia pura, não. A idéia pura é uma coisa maravilhosa. Tem aquela coisa que um cara falou: "A melhor coisa que eu já escrevi é o que nunca vou escrever". Existe a idéia e existe todo o caminho que ela faz até se transformar em texto, e existe o caminho até esse texto chegar ao leitor. Só que a idéia pura nós não conseguimos transmitir. E o leitor também não vai entender aquele texto do jeito que você o escreveu. Porque, graças a Deus, isso é literatura. O que me fascina nela é o fato de cada leitor ler um livro diferente. Isso é incrível. O livro é uma construção coletiva. Eu não sou mais importante que o leitor. O leitor às vezes me fala coisas que nunca imaginei. Já ouvi umas interpretações completamente doentes. E falo: "Que maravilha". Fico muito feliz. Não me sinto incompreendido, pois acho que o jogo literário pressupõe isso. É um jogo de espelhos. É a minha subjetividade e a subjetividade do leitor e, no meio do caminho, essas duas coisas vão se encontrar. São coisas muito específicas. Então, se eu tenho dez mil leitores, tenho dez mil livros. É maravilhoso. Nenhuma outra forma de arte chega a esse nível de subjetividade.


[Foto minha, matéria do Rascunho.]

Desapego:

s. m.,
falta de interesse por;
desamor;
indiferença;
desprendimento;
desinteresse;
desafeição.

Ontem esqueci de fechar a mochila quando saia do Bus.
Perdi meu penal/estojo com TODAS as minhas canetas. O Moleskine silencia-se com a falta de "suas" Stabilo.

Chorei litrös e acreditei que pode ter sido um sinal para que me controlar, parando de ser tão desprezível por falar tãaaaaoooo mal de boa parte do Mundo.
Ou ainda,
Um sinal para colocar o Budismo no coração.
Ou ainda ainda,
Um sinal para mostrar o quanto desatenta sou, mesmo sendo a "única" que anda pelas ruas prestando atenção para não pisar em formigas.

Vai saber...Eu só queria minhas canetas novamente.

Mas também quero que Santa Catarina volte ficar bem. Que minhas amigas sintam aquele quentinho no coração, que a Baby não morra, nem meu pai, mãe, etc... *exercitando o carma-bom*

Descontos, eu gosto!


O primeiro é o do Liniers, que merece foto por que é demais!
Hoje me dei conta que ele é tipo Améile Poulain, por causa da atenção aos pequenos detalhes e na condução do espectador por entre as idiossincrasias das personagens - dificil não se identificar. Vale muitíssimo a pena conferir. Vaiiii logo no Google procurar menin@!

O Saber Local, Geertz
O Ritmo da Vida, Maffesoli
A Parte do Diabo, Maffesoli
Sobre o Nomandismo, Maffssoli

O Geertz é o suposto antropólogo percursor dos pós-modernismo nos estudos antropo-interpretativos.
E o Maffesoli é O Cara que apenas dá aula na Sorbonne - e pode pintar por aqui em 2009 -, também estuda a pós-modernidade.

And Last, But not Least:

Parati para Mim, Chico Mattoso, João Paulo Cuenca & Santiago Nazarian

Esse foi o primeiro livro com algo publicado pelo Cuenca (L), já está fora de catalogo, mas a LivrariaEstrangeira ainda possuia um para mim, mesmo que láaaaa no RiodeJaneiro!


Obviamente que ainda não tive tempo para ler nenhum dos livros que comprei esse mês, mas logo as férias estão aí...

Drama&Dor perto do Fim.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Experimentações Wannabe-literárias ou Inspirações Banherística



janta, marcelo c.

Wasteland

Assim, tenho múltiplas folhas do Moleskine para serem fotografadas e postadas aqui.

Mas por hora vou escrever apenas uma coisa, basicamente a última: Eu desisto Dear C.

27 meses de enrolação e vácuos Homéricos.

Vou lá, por que tem/vai ter muita coisa acontecendo. Amém.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Dear C., A Saga e/ou A minha vergonha na Internet

[aviso: violência forte contra o português/gramática]

Era 2006, meu coração estava completamente quebrado, tão quebrado que ainda hoje ainda faltam alguns pedaços, mas ainda sabe(?) amar.
Arrumei-me para ir a Ópera.
Antes de ir para aonde iria acontecer a tal manifestação erudita passei na casa de uma amiga, aqui chamada de J.

J. gostava desse menino e por semanas me "pentelhava" sobre o quanto lindo&arredio ele era.
E bem nesse dia ele iria na casa da amiga dela, que estudava com ele láaa no Antro dos meninos bonitos aka UFTPR UTFPR. Detalhe, lá estuda o ser que teve a coragem de quebrar meu coração pela primeira vez. E eu, como boa amigasubmissa que sou atendi aos pedidos dela para também ir na casa da amiga.
Liguei para casa e avisei a mudança de planos para minha mãe, pois uma vez não indo a Ópera não voltaria para casa.

Nos sentamos estrategicamente para que sobrasse apenas um lugar ao lado de J. para que Dear C. senta-se ao seu lado.
O que não aconteceu, fazendo com que ficasse extremamente raivosa. Pois quem ele pensava (pensa?) que é para rejeitar a minha J. Minha alma-gêmea amiguística!

Oquei. A noite foi passando e eu bebendo.
Bebendo e falando de Los Hermanos.
Bebendo.
Bebendo.
Bebendo e Babando.
Bebendo e Babando e Falando em Inglês.
Bebendo e Babando e Falando em Inglês e Chorando.

Desse ponto para a Barbárie total dos sentidos foi um minusculo passo.

Então aconteceu uma coisa.
Eu, deitada no sofá, provavelmente vomitada, dormindo.

E desse momento só lembro de três coisas: O olhar mais doce do universo, eu colocando a minha mão no rosto dele e falando meu email.

Nem preciso falar que minha amiga ficou extremamente braba com essa situação. E minha única e verdadeira "desculpa" é que estava bebada. Meu primeiro porre, Vinho.

Três meses depois recebo um email dele.

"...Não sei se vc lembra de mim, a gente se conheceu na casa da G. a algum tempo atrás... há uns dois meses mais ou menos... Lembrou?..."

"...Claro que lembro de você, o que não lembro é o que falei para você! hahahaha..."

Até hoje ele não me contou o que foi que conversamos naquela noite.
Dois anos de emails, telefonemas, mensagens no celular e MSN.
Dez minutos de distância e muita falta de atitude.

Julho, antes de ir para Bahia mandei um email decisivo, para que nos encontrasse-mos depois que eu voltasse, sem desculpas.
No final da semana na Bahia teve uma festa fatídica, na qual bebi todo o Tubão que o Ceará [os estudantes de lá] poderia oferecer e chorei, chorei, chorei e sobre o que falei?
Meu coração quebrado e sobre Dear C., que por uma coincidência mortal havia visto meu email apenas naquela noite e mandou uma mgs avisando as 23:59:18.
Voltando da Bahia paramos no Rio de Janeiro, liguei para ele, que avisou voltaria para CG no dia seguinte.

Explico: Diferente de 99% dos meninos que são amaldiçoados com a minha afeição, ele não tem entre 17 e 21 anos, mas sim 25! E tem um emprego, e por causa dele precisa viajar! (Y)

O negócio é que se passaram três meses, no qual dois foram de total silêncio ao não ser pelo Surto que tive no final de Setembro e a msg dele no inicio de Novembro avisando que voltaria.

Ele voltou Sábado. E na Terça-feira tentei ligar - pois prefiro o Caos ao silêncio -, mas recebo esse recado :



"Prometo."
E vou seguindo acreditando, até quando ainda não sei.


ps: a amiga começou a namorar um outro cara que nunca participou de nossas histórias menos de um mês depois, nossa amizade foi definhando-se por múltiplos motivos, mas ainda gosto muito dela.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Er... #2

Hoje em vez de dizer Dinossauro disse Dicionário!

E alguém riu! OO

Outro capitulo e/ou A lógica do Botão

Something changes when she glances
Enough to teach you what romance is
With the right step they try their chances
Somewhere else

Não espere encontrar um botão se ainda não libertou o último botão.
E foi exatamente o que aconteceu ontem. A algum tempo havia encontrado um botão, e não quis devolver
para o mundo, pois era tãoooo bonito.

No entanto achei que ontem isso deveria ser feito. Feito.
Chegando na LivrariaEstrangeira, mais uma vez perguntei para a segurança se ela havia visto minha carteirinha
da Federal por lá. Sim, a perdi, e para fazer uma nova é necessário um B.O!

O que é que eu vou dizer na delegacia? Oi! Eu não roubaram minha carteirinha, mas é preciso de um B.O e
uma taxa de DezDinheiros para fazer uma nova! Oo

Pois bem, ainda obstinada a encontra-la fui procurar embaixo dos armários do vestiário, e o que encontro?

Sim minha gente, um botão!

sábado, 15 de novembro de 2008

Er...

Por que toda vez que vou falar Dicionário digo Dinossauro!

E o pior, apenas Eu rio disso!



=D



Preciso escrever sobre três coisas, logo antes que tenha um colapso nervoso por guardar isso dentro de mim. Eis os assuntos: João Paulo Cuenca e a sua ''nova" imagem em meus sonhos, Sobre o que pretendo não fazer ano que vem e sobre Dear C. e sua aguardada volta para a Cidade dos Sorrisos&Possibilidades.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

*Respira*

Odeio quando duvidam da minha capacidade de manter múltiplos empregos.
Enquanto o dia tiver horas livres e Eu puder reverte-las em dinheiro, eis o que farei.


"Sem escrúpulos por que o coração também é um músculo."

terça-feira, 11 de novembro de 2008

With Strangers

I Keep pretending not to care
but the winter scent in her hair
compels my hands to do
the things my heart wouldn't dare

Continuo acreditando pois é absurdo. Ainda que o absurdo possa ser usado como apelido carinhoso para o festival de excentricidades que são meus dias.
É como se o fundo do poço não existisse, sempre há mais a ser feito para que a degradação do ser se acentue.

Ano Bissexto

Isso explica muita coisa...

domingo, 9 de novembro de 2008

Locuragem!

Apelido carinhoso para os Finais de Semanas Rasgados.
E outra Segunda-feira vem e fingimos que nada aconteceu.






Time to Pretend, MGMT

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Descontos!

Ontem comprei cinco livros - com desconto - na LivrariaEstrangeira.

O Sistema dos Objetos, Jean Baudrillard
A Primeiras Lições da Sociologia de P. Bourdieu, Patrice Bonnewitz
Cordilheira, Daniel Galera
É Claro que Você Sabe do que Estou Falando, Miranda July
A Elegância do Ouriço, Muriel Barbery


=D

Monga que sou...

Cara! Aconteceu uma coisa *muito* besta.
Tipica minha, mas não posso explanar aqui. Deixei para o Moleskine.


Mas assim, precisava no mínimo dizer isso aqui!


No mais as coisas vão se encaminhando.
Aguardando a semana que vem como quem aguardou o Resultado da Eleição Estado Unidense - Acreditando na Vitória, mas não confiante que algo poderia dar errado na última hora! Al Gore que o diga...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Phone Call #2

Não foi um telefonema, mas sim uma série de mensagens.

Dear C. diz que volta para a Cidade semana que vem.
E a muito espero por esse dia, logo não vou deixar que as muitas coisas que estão [estavam] acontecendo "atrapalhem".

Meu nome é Pamela, sou mulherzinha [pelo menos por agora]. Vou esperar por Ele e dar uma chance para esse não-relacionamento de dois anos.

domingo, 2 de novembro de 2008

Maldição. (Ou paranóia)

Devo ter uma quando se trata de Garotos.

Ou ainda,

Sorte na Vida Profissional, Azar nos relacionamentos pseudo-relacionamentos.

sábado, 1 de novembro de 2008

Recorte #42

Quinta-feira voltando para casa, depois de um dia lotado - mas não mais lotado do que irá ficar a partir de hoje -, com "deveres" desde as sete da manhã até as dez da noite, cansada, fidida, resolvi uma coisa: Eu mereço o Amor.

Okay. Compreendo as risadas, caretas e etc de todos depois que leram isso.
Mas o fato é que eu não me permitia merecer o amor, apenas sempre queria, mas quando ele tentava se por em mim fugia [talvez ainda fuja] como diabo da cruz...
E acredito que permitir mereço-lo pode fazer toda a diferença.

Vamos as diferenças.

Ainda quinta-feira, checando as minhas páginas na internet e comendo pizza fria - que não cheguei a comentar por aqui, mas há muitas semanas estava com a "pira" de comer pizza quatro queijos com calabresa em cima e catupiry! - , recebo uma mensagem no celular! E respondo! HÁ

Dai nesse momento percebo que está aí minha oportunidade de permitir que as coisas aconteçam, que finalmente possa merecer o amor. E se não for amor da minha parte "não importa", por que o objetivo aqui é permitir que no minimo alguém se aproxime mais do que é permitido e por mais tempo, dedique seu sentimento a mim e que então se torne reciproco true.
Parece confuso, eu sei. Mas é que sou extremista, ou começo amando o sujeito ou tenho "nojinho", e depois pode rolar uma obsessãozinha... hahaha

Sexta-feira, ontem, prometia ser quase como qualquer outro dia como esse. Agora temos uma "tradição" de ir a um bar nesse dia. Sempre inventamos comemorações para legitimar tal falta de amor ao dinheiro(?) e falta de senso estético que ocorre depois de uns copos... hahaha
Nessa comemoramos o fato de dois amigos queridos terem passado em Cinema & a minha última sexta livre pelos próximos dois, quiça três meses, pois afinal voltarei a trabalhar na LivrariaEstrangeira a partir de hoje.
Estavamos lá, conversando, rindo, flertando [por que não]. E dessa vez eu não recebi nenhuma mensagem, mas como ainda tinha crédito&gosto do estrago mandei uma mensagem.

E Ele veio. Era mais de duas horas da manhã e ele veio, sem que eu pedisse.
Depois "explico" quem é Ele, mas por agora basta saberem que Ele veio e vou permitir que Ele continue vindo se assim quiser.


Pois é, tem muita coisa acontecendo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Phone Call


[Ainda] Sonho com o dia em que receberei A Ligação.
Mas temo que no dia em que a receba muita coisa esteja acontecendo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

"Tem muita coisa acontecendo..."

Sei exatamente o que querem dizer quando dizem isso, pois fui eu quem inventou essa frase.
Fui eu que substitui o "Conheci alguém e quero ver no que vai dar, por isso não posso sair/falar/dedicar [meu tempo] com você" por "Tem muita coisa acontecendo..."

Amadores.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Aos meus Amig@s:


Por que o Final de Semana foi Über-Mara! haha

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

22:22


Eu sei que é coisa de garotinha - mas a verdade é que sou garotinha, garotinha p'ra caralho!
Estava pensando em Você quando olhei para o relógio. E apesar de saber que não lê meu blog, fica aqui o registro, para quando voltar eu lhe mostrar!

*-*

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Mad World

Um dia desses tive um sonho - e ele se parecia com um comercial.

Primeiro aparecia um horizonte, mar, sol nascendo, então a cena saia do zoom, podia se perceber que aquela era a perspectiva vinda de uma varanda, um quarto, todo branco, uma cama.
Eu deitada na cama. E apesar de estar assistindo a cena podia sentir as sensações.
E estar deitada naquela cama era como se estivesse deitada em um marshmallow, tal maciez nunca tinha sido experimentada pelo meu corpo, que jazia nu, apenas coberto por um lençol de mesma suavidade.
O ar marino enchia meus pulmões, assim como meus pensamentos, só que esses de paz.
E como um sonho comercial não poderia eu - uma mocinha - estar all by myself.
Ao meu lado havia mais alguém - que poderiaa ser Dear C., que mora tão perto, mas tão perto que precisou ser mandado para milhares de quilometros daqui, por que se as coisas ficarem bem acaba, e o show nunca termina... -, que o patrocinador do sonho acreditou ser melhor que qualquer outra opção. Ele, o Platônico Verdadeiro, JP Cuenca.
Deitado de bruços, tão nu quanto o ser mais nu, desprotegido. Viro-me para ele - por que essa coisa de acordar um olhando para o outro é irreal, e mesmo isso sendo um sonho o patrocinador preferiu introduzir alguns elementos reais, para que tivesse mais verossimilhança - e percebo quanto a minha vida é perfeita e satisfatória.


Então algo me puxa novamente para a realidade. O ônibus para, levanto-me apressada e vou em direção ao Templo do Saber, mais uma aula de Teoria Sociologica.
O telefone toca, é Mamãe com noticias.

Noticias da LivrariaEstrangeira. Diz que devo retornar.

Retorno.
Quer dizer, Retornarei.
Mesmo com isso isso e isso.

Dessa vez não sei quanto vai durar, mas tenho certeza que as coisas não vão ser iguais.

Uma segunda chance.
E a segunda vez sempre foi a minha vez da sorte.


So Easy [Eagles Of Death Metal]

You're always saying, it's so easy.
any man I want I'll take him Make him
mine mine mine(repeat)

less talking, let's see action
there's no time to waste it's time to make me your man
(repeat)
do do do doo it's so easy
I hear you praying, it's not easy
you're the man I want but I can't make you mine mine mine
(repeat)
Less talking let's see action there's no time to waste
it's time to make you understand
less talking let's see action there's no time to waste
it's all according to the plan...
do do do doo dee dee, it's so easy...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mistério do Planeta


Como se pode sentir falta de algo que nunca se teve?

sábado, 18 de outubro de 2008

¡unɟ ɹoɟ ʇsnɾ

(: ınbɐ

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Fica a Dica!


Essa imagem *linda* é um grafite d' Osgemeos! E foi usada no convite (que eu tenho!!!) para a abertura da exposição deles, que começou no sábado passado no Museu Oscar Niemeyer aka MON - Vertigem - que vai até fevereiro/2009. Então nem adianta arranjar desculpa para não ir - ao não ser que esteja fora, muiiiiitttooo fora, de Curitiba!

Gostaria percebessem a "pele" do pássaro de calças roxas...Caso achem algum tecido com estampa assim, podem comprar dois metros de 'presente' para está que vós escreve! =F

E o que é aquela criancinha de asinha! (L)

hahaha

É...

Eles não vieram...Então, nada de abandonar as responsabilidades e sair por aí gritando na rua! há! =F

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

42

NÃO ENTRE EM PÂNICO








Caso os Alienígenas realmente venham, aqui fica minhas palavras de acalento.

E não esqueçam suas Toalhas!;)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Vai saber? ou JoãoChico&Eu ou ainda Here Comes Your Man


Em um segundo tudo na sua existência pode mudar ou pelo menos uma parte desse tudo da sua existência, não que isso possa te definir, mas será uma de suas faces, talvez a que mais aparece.
Não lembro exatamente qual o dia, mas acredito que tenha sido em Janeiro desse ano, que de tantas mudanças ocorridas já está valendo por uns quatro - e cá continuo a remar sem encontrar o caís -, li no Rascunho uma resenha do livro O Dia Mastroianni, uma lufada de ar fresco nos meus dias abafados de trabalho na LivrariaEstrangeira.

Comprei o Livro. Devorei o Livro.

Mas não para por aí, pois para mim as coisas só tem sentido quando se tornam doença, quando de tão perto se tornam parte de mim, machucando&afagando.
Acreditei que depois de M., naquele ano impar, nunca mais iria me querer essa dor prazerosa da entrega solitária, mas não se passam mais de dois meses para que sempre caia nesse buraco.
Não importa se concreto ou metafisico, gosto do estrago e dele/por ele vou vivendo meus dias. Sem pódio de chegada, nem beijo de namorado, não, eu não sou O cara.

Poderia aqui descrever nos mínimos detalhes - aqueles que só eu e minha percepção microscópica são capazes de aprender - o ''encontro'' com o João, mas prefiro não.

Assim como o Gever também acho perturbadora a minha imagem ao lado dele, a barba dele encostando em meu rosto por quatro vezes, seu braço passando pelo meu ombro, seu sorriso pequeno e dentinhos perfeitos.

Pois o Eterno Retorno esteve Presente, no Corpo dele, perto do meu.
Um repeteco "concreto" de Domingo.

Somos duas almas sofredoras literariamente falando

Dói escrever, Dói não escrever.

Minha vida é um Repeteco de Homens Confusos&Apaixonantes.
Uns se pode tocar, outros apenas admirar.
Mas ao final não importa, pois o nosso [meu] destino é solitário.





ps: joão e seus movimentos de mão. joão e seus movimentos de mão. *-*

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Morri!


em breve mais fotos e algumas considerações!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Amanhã no Paiol Literário, 20 hrs



Cuenca! (L)

Nuança

[Do Gr. Nuance]
S.F 1. Cada uma das diversas gradações de uma cor; cambiante, matiz, tom, tonalidade; meio-tom. 2. Diferença delicada entre coisas do mesmo gênero. 3. Grau de força ou docura que convém dar aos sons.








segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Então,

Rascunho #1

{...}

Então Pergunta por que o interesse em saber se ele vai ou não. Ela argumenta que é para saber com que roupa vai.
E antes que ele possa dizer qualquer outra coisa pensa: Se ele for, Saia, senão Calça.
Ele responde: Saia.
Diz que ela fica bem com qualquer roupa e não vê a hora de saber como ela fica sem nenhuma, mas por hora gosta de vê-la de saia.
Olhando mais além pela janela, garoa fina, tempo frio, prédios com luzes acesas, pequenos pontos açucarados na Cidade.
Depois do silêncio vindo após revelar que gostaria de vê-la nua, despede-se, diz que precisa dar uma saidinha, mas para aonde não conta. Manda um beijo no queixo – que na verdade deveria ser mais para cima. Ele desliga antes que ela possa desejar qualquer coisa, mesmo que fosse uma boa vida...
Apesar do frio, abre a janela, acende um cigarro. Pensamentos em forma de fumaça escapam de sua boca indo misturar-se a tantos outros na Cidade.
O telefone toca novamente, dessa vez é Pedro. Nem tão amigo, nem tão amante. Tanto ele, quanto ela, funcionam um para o outro como o último recurso antes do total desespero. Um acordo silencioso de caridade e/ou gentileza.
Perguntando para qual era a boa da noite, e como resposta ela gostaria de ter dito que a boa da noite era ele ficar em casa batendo uma e a esquecesse, mas não, foi doce, cínica, contudo convidativa, respondendo que a boa seria qualquer lugar que fossem juntos.
- Passo aí em vinte minutos...
Vinte minutos...Uma pessoa de Vinte Minutos, uma pizza. Uma pessoa que tem vinte minutos para ficar arrumada.
Não tomou banho, vestiu a mesma roupa da última vez que viu João, que como sempre nada fez além de lhe dar um aqueles abraços que lhe tomavam a alma e a devolvia leve, aconchegante.

{...}

domingo, 5 de outubro de 2008

Nuance Filosofica de um Dia de Domingo

Mais uma dia Inacreditavelmente Inacreditável na Vida de Pamela C.



Desde 2005 não sentia algo assim.
E o que isso significa: Estrago, daqueles bemmmm gostosos! Amém!


Obrigada Aristóteles! [/interna]


hahahaha

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Cada dia a mais, é um a menos...

''Como também não sou nenhum exemplo de comadre, pergunto como estás pra Raquel. Ela me disse que tens três empregos. Fiquei um pouco brava, confesso, uma vez que qualquer pessoa que tenha três empregos tem um problema. E eu gostaria de poder protegê-las dos problemas. Por isso imploro, Pammy, não permita que o sistema te escravize completamente. Só uma parte de você, porque é isso que nos faz adultos. Ser adulta é um saco. E dinheiro é um pedaço de papel. A vida é mesmo uma insanidade.'' Tatiana F.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008



''Rimas fáceis, calafrios
Fure o dedo, faz um pacto comigo
Num segundo teu no meu
Por um segundo mais feliz
''

Constantemente...

Será que um dia vou ''vencer'' esse bloqueio causado pela auto-critica - a pior dentre as criticas - e realmente escreverei algo que me satisfaça?
E ainda, será que isso irá ser o suficiente para uma publicação por alguma dessas Editoras que ''todos nós'' adoramos?











quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Top 5: Coisas que estão acontecendo

1. A degradação do ser pelo ter, ou seja, Workaholic-pride em busca de dinheiro para Férias em Buenos Aires, mi cariño!

2. Notícias de Dear C.

3. Sites legais, que logo ganharão Links por aqui!

4. Desordem familiar as usual...

And last, but not least:

5. Mini-ataques de ansiedade com a proximidade do ''encontro'' com o Cuenca, dia 8 de Outubro! (L)




*respira*

domingo, 28 de setembro de 2008

She

She (Elvis Costello version)

May be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough and ready years
Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is

She, she, she



Mamãe, obrigada por me amar.
Eu te amo.





Sentimental ao extremo, eu sei...Mas os dias tem sido difíceis, e apesar de ter amigos muito amorosos e solidários, ao final do dia é ela quem junta meus pedaços.
Escutei por aí que a noite é mais escura antes do amanhecer. Então que esses ''dias escuros'' sejam um interlúdio para a tal manhã...

domingo, 21 de setembro de 2008


[foto por eduardo costa]

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Recorte

A menos de vinte minutos atrás assisti ao ''Fabuloso Destino de Amèlie Poulain", não pela primeira vez, contudo não saberia dizer por qual vez.
Depois retornei ao meu quarto, pois queria colocar algo no blog, mas não sabia o que. Passei pela minha pasta de fotos e reencontrei Eu de 2005&2006.

Tão diferentes, tão iguais.

Então pensei em colocar no ar um pedaço de uma poesia, com a qual uma professora minha - da graduação - ganhou o segundo lugar em um concurso de poesias em 2005.

V.
O que acontece com a dor
quando encontro as palavras para
dizê-la? é como se colocasse
as rendas mais azuis no meu
vestido, cobrindo minha pele
esfoliada, cobrindo a
ausência, a mais profunda
das feridas.

(Miriam Adelman)


Então quando abri o livro, para minha surpresa encontro anotações ~wannabe literárias minhas do final de 2007.
Poesia do Leminski, pequeno conto da Ligia F. Telles, e tantos outros pequenos fragmentos que colecionei entre o mês de julho até outubro daquele ano.
E por último, mas não menos importantes, o esboço de um conto, que para mim está dado como terminado e até já coloquei aqui no blog e algumas anotações de uma novela aka romance ''policial'' que havia pensado em desenvolver por conta de uma personagem peculiar, Dona Z.

Abaixo coloco o que havia pensado para a novela, sem nenhuma alteração, escrito em uma daquelas tardes de estágio falcatrua no fim do mundo...


Antônio, 52 anos. Tonhão. Popular professor de cursinho pré-vestibular.
Poderia até dizer que ele tem 35 anos por conta de seu corpo malhado, mas nada como uma cara cheia de vincos para denunciar a sua real idade.
Professor de Biologia, muitas especializações, aqui e fora. Dirige um Jipe e anda sempre com o braço de fora. Não casou e tão pouco parece se interessar, seu negócio é namorar.

Já o negócio de Dona Z. é administrar uma Bordel. Zona. Casa de Tolerância. Se bem que Dona Z. não é muito de tolerar quando a freguesia abusa.
Muitos anos de luta, por que ninguém ousa tentar descobrir qual é a idade de Dona Z..
Dizem que veio de pau-de-arara e no meio do caminho, sua filha, recém-nascida, morreu de desidratação. Diz que não julga ninguém pelo seu trabalho, desde que a noite deite no travesseiro e não chore, contudo tem orgulho de contra que nunca se prostituiu, que limpou muita casa de família e esse trabalho agora não era muito diferente, ao não seu pelo salário, que agora de modesto não tem nada.




On and On and...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Pamela Aka Workaholic Jr. :

s. f.,
ambição de ganho;
ganho ilícito;
usura;
onzena;
lucro.



Sem amor-próprio&auto-respeito!
Quando até o ato de dormir vira uma tarefa é por que algo está errado...Agora pergunto: Por que continuo insistindo em me destruir por conta de algumas dezenas de Reais?

A queda está próxima!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

''Quando você coloca um nome, parece que está exigindo alguma coisa. O pensamento não é livre. Sem o título, cada um vê algo diferente. Isso que é o mais importante.'' [Tomie Ohtake - MAC/CWB]


"...A mesma leia que rege o cosmo, rege o quadro a escrita*. Essa é a nossa Atitude criativa.'' [Yolanda Mohalyi - MAC/CWB ]




Uma nova porta na consciência se abriu.





*livre alteração, totalmente de minha responsabilidade.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

E assim Deus fez João Paulo Cuenca


adj. 2 gén.,
que só existe na idéia;
imaginário;
em que há toda a perfeição, que se pode conceber;

s. m.,
perfeição suprema, que só existe na imaginação;
a mais elevada e ardente aspiração.

Depois de um dia atípico, repleto de intensões de trabalho, desgaste físico e mental em algo não prazeroso, mas que pode propiciar o prazer, não o prazer desprendido, mas aquele que é proporcionado pela prática capitalista do consumo, consumo de Coisas, essas - como diria Arnaldo Antunes - que não tem Paz, volto para Casa.

Horas depois daquelas que havia me proposto dar um jeito paliativo na minha situação de Estudante/Workaholic, ou seja, arrumar minha Caverna, para que se torne mais atrativa a minha volta, fazendo com que passe menos tempo na frente da Tela Mágica Aka PC, mas sim estudando/lendo quiça voltando a escrever, pois apesar da pouca fé que carrego em meu talento(?), acredito, assim descreditando, que se realmente prestar atenção em mim as coisas podem voltar a fluir...

Bem, fui até o Portal Maravilhosoda da Alienação Moderna e ao passar pelo canal GNT pela primeira vez não me prendi ao que estava passando, mas ao passar pela segunda vez algo aconteceu.
Sim, eu o vi. João Paulo Cuenca, ao vivo, de algum lugar de São Paulo.
Agora já não era mais uma imagem estática que se difere a cada fotografia. Ali estava ele, como ele é, quem sabe mais gordinho, pois diz que a tevê engorda. Mas não importa, é Ele!

Okay!
Para quem acompanha meus disparates no Blog sabe muito bem da minha Paixão Platônica por ele. Talvez até ele já saiba da minha Paixão Platônica e tenha medo disso! haha

O programa era o Happy Hour, o assunto do dia era: Discussão de Relacionamento.

João Paulo Cuenca e sua voz anazalada.
Mascando chiclete, perna cruzada, barba por fazer, cabelo bagunçado, orelha gordinha.

Questionado sobre o que fazer quando a mulher começa uma DR, muito sagaz diz que quando isso começar devesse olhar no relógio e marcar três minutos, depois disso Sexo.
Sim, as pessoas se ''espantaram''. Sim, eu fiquei muito muito...*Muito*!

E depois ele me solta isso: ''Por que relacionamento tem que ser uma coisa lúdica. Tem que ser um alivio para a existência...''

Esse recorte, esse pedaço que não o define, mas gera significado faz com que esse Ele criado em meu mundo das idéias se torne cada dia mais Mais. Compreende?


ps: acho que ele é ''baixinho''!

**********************************************************

Hoje na fila do RU encontro com Luz Silmarita Aka Silmara, nos abraçamos muito forte, declarações de amor-amiguístico por conta do período que ficamos sem nos ver, mesmo estudando no mesmo Campus. Ela Design, Eu Sociais.
Conto-lhe sobre a minha degradação do ser pelo ter, e lhe pergunto o por que estou fazendo isso comigo. Por que tanto cavo se não sei o que procuro, por que tanto me oculto se não sei do que fujo.

E ela categórica disse que faço tudo isso para fugir do que acredito estar tudo bem. O distanciamento torna tudo muito mais afável do que realmente é. E quando parar o choque pode ser muito maior.

Entrando no RU, ela despedindo-se, olhando para trás e com a voz engasgadinha, olhos verdes de esmeralda, apontando&chacoalhando o dedo para mim, repetindo: Só te digo isso, na hora que cair vai ser muito pior.


*respira*

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Setembro tem sido:

adj.,
desconhecido;
que não é usual;
curioso, singular;
extraordinário;
anormal;
descomunal;
admirável;
censurável;
repreensível;
impróprio;
livre;
isento;
arredio;
esquivo;


E só estamos no dia NOVE!


*respira*

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sobre 'abraçar o mundo com as pernas':

s. f.,
sofrimento físico ou e moral;
mágoa, aflição;
pesar;
dó;
condolência, piedade;
remorso;

domingo, 7 de setembro de 2008

Inclinação Amorosa:

adj.,
que amarga;

fig.,
penoso, doloroso, triste;
duro;

s. m.,
sabor amargo;
- de boca: sensaborias, arrelias, preocupações graves.

Dormindo na Bahia - 25/07/08

Panorama:
Perceberam o detalhe do pezinho da criança? haha

Um pouco mais de perto:


Confesso que babei! =O

sábado, 6 de setembro de 2008



sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Trabalho, é meu nome.

Nunca me imaginei nessa situação.
E a situação é essa: Bolsa no MAE - RT [Museu de arqueologia & antropologia - Reserva Técnica], FCC - Projeto Arqueologia da Memória [Fundação Cultural de Curitiba] e agora inventei que fazer Free-lancer aos finais de semana!
Além é claro das aulas & monografia, que vai bem, muito obrigada, amém!

Sim, por que não ter mais tempo para nada, ter transformado quase todas as ações do dia em obrigação é algo que me deixa deveras satisfeita.

Okay. Quem está procurando tudo isso?
Sou eu, e mais ninguém. Sou uma formiga trabalhadoira, juntando notas para o ''próximo inverno''.

Planos para o ''próximo inverno'': Não sei.

Como diria Simmel(?): ''...é a necessidade de escavar mais do que encontrar o tesouro''.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

My Moon, My Dog


Aqui!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

...


Essa noite tive um sonho que parecia um desses episódios especiais de Natal estado-unidense, em que os ''fantasmas'' aparecem para lhe mostrar coisas/acontecimentos relacionados a sua narrativa de vida.


Acordei, praticamente, chorando.


Vou assistir Brilho Eterno pela bilionésima vez, para com isso reforçar o por quê devo continuar a Acreditar.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sobre Uma Vez...


[a insustentável leveza do ser, milan kundera]

sábado, 30 de agosto de 2008

Antes de Dormir...

Quarta-feira, Baby e Eu, inventamos de tirar foto, eis o resultado:























Daí na quinta-feira a Érica veio
dormir aqui, para assistirmos ao Show dos Los Hermanos na Tv...Claro que ela também ''entrou na onda'':


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Dear C.,



Essa foto é para você!
Venha busca-la, por favor! ;)





[Baby&Eu, 2006, Zenit 122]

terça-feira, 26 de agosto de 2008

barata

ontem cruzei com duas, daquelas bem grandes e gordas.
segundo a lógica da minha vida, algo realmente bom deve estar para acontecer muitíssimo em breve.
que assim seja.

Ânsia

A primeira mordida.

Que delicia, suculenta, dançando dentro de minha boca. Que delicia, suculenta, em sua primeira mordida.

Engole.

A segunda mordida.

Não a reconheço. Já não é uma delicia, mas ainda assim insisto, mais uma, mais uma, mais uma e a repulsa.

O vômito ácido percorrendo a garganta, invadindo a boca, sufocando a língua, chocando-se contra os dentes, que serviam de barreira, enquanto meu corpo se locomovia por entre os cômodos.



[08/11/06]

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

*morrendo*

então, tomei a vacina né?
como a minha imunidade é um c*c* já estou com as reações ''positivas''!


valeu!

domingo, 24 de agosto de 2008

Obrigada!

palavras-chave: pornô, pontal do sul, ponta grossa, trote, dogão, james, loucuragem, carro, agüinha, pirci, peitinho especial, üonka, noruega, bahia, isqueiro chino-norueguês, letras, sociais, adEvocacia, eng. quimica, geologia, biologia, adultos, tarde.



Socializando no Sábado.
Eles não sabem, mas salvaram o ''meu dia''.




ps: devidamente vacinada!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Filosofia do Estrago




[Mastigando Humanos, Santiago Nazarian]

Violet-Pam!

Estou passando por um período de resignação, no qual tenho preferido ficar em casa na maior parte do tempo-livre [para melhor compreensão ler Adorno], e com isso toda a minha ''energia'' antes usada para a Sociabilização está sendo direcionada para a Comida!
Sem coisas alheias para dedicar minha atenção fico ansiosa, e com isso não produzo tanto quanto gostaria, o que produz mais ansiedade! O resultado todos podem ver nos meus quadris e bunda que aumentam vertiginosamente com a maior ingestão de comida para acalentar tanta ''energia'' ansiosa!

Constatado isso, vamos ver se a situação é revertida.
Quanto a resignação, mantê-la-ei!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

De hoje em Diante...

...Vou modificar o meu modo de vida!

Vou experimentar ficar sem reclamar da VidaUniverso&TudoMais por algum tempo!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Ventura #2

Encontrei uma frase do meu livro favorito no blog de uma Amiga.
A principio tive dúvidas se era dele mesmo, por isso fui pesquisar no Google. E não houve erro, era dele mesmo...Ainda sentada em frente ao computador, estiquei meu corpo um pouco para trás para que pudesse alcança-lo na estante.
Afastei o pequeno Buda que fica posicionado em sua frente, quando já estava com ele na mão direita, chegando perto da esquerda, para que o abrisse a procura da frase, esse cai no meu colo, abrindo-se na página 297 da edição que possuo - que me foi oferecida em um ano par, de um dia ímpar, deixando meu coração aleijado - e o primeiro parágrafo dessa página falava sobre umas das minhas palavras preferidas.


Agora fica a dúvida: Será que meu subconsciente absorveu esse parágrafo, fazendo que acreditasse gostar dessa palavra a partir do significado atribuído no livro ou pelo seu significado em si essa passou a ser uma das minhas favoritas?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

On and On and On

Essa é a música que martela em minha cabeça a mais ou menos uma semana...Acho que tem tudo haver com a Condição de ser Humano. [Escutada pela primeira vez no segundo episódio da primeira temporada de Gossip Girl!]

Versão do Fã:



Versão da Banda:

sábado, 16 de agosto de 2008

Pela Lei Natural dos Encontros...

Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou prá trás

Também o que nos juntou...


O Tempo. Esse que de tão relativo muitas vezes se faz esquecido. A noção desse é diferente para cada um de nós, vivos.
Com ele o menos se transforma em mais, e sua forma inversa proporciona tanto o mal-estar quanto o bem-estar.
Um único ato - o passar dos segundos - capaz de conter o ''mistério do planeta''.


sexta-feira, 15 de agosto de 2008

She loves me ié ié ié


Fedida&Embolada, mas é minha menina.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

domingo, 10 de agosto de 2008


Uma nova Era no Blogger.
Parece-me que agora a maior parte dos meus posts serão fotos do Moleskine.

Domingo


É... oO

sábado, 9 de agosto de 2008

*suspiro*

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

... a vida furiosa não poupa ninguém.''

Não mesmo.

Mais um Semestre Pedreira, como diria Mardou...

Quero agarrar o Mundo com as Pernas.
E foi isso que tentei fazer Semestre passado e Pernas foram quebradas.

É isso que quero tentar fazer esse Semestre.

Bolsa. [12 Horas semanais]
Estágio. Projeto de Artes Visuais/Antropologia Urbana na FCC. [20 Horas semanais]
Aulas. [20 horas semanais]
Monografia, [Sempre]
quiça uma Vida. [No intervalo entre Todas as Outras Coisas]


Que nenhuma Perna seja quebrada.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

*Grita*

Depois de muito enrolar, finalmente mandei para o Meu Amor Platônico Verdadeiro um recado!

Sim, estou falando sobre o Cuenca!

pamela cabral Disse: Seu comentário está esperando moderação.
Agosto 5, 2008 at 10:31 pm

Caro João, depois de ler a resenha do seu livro, Dia Mastroianni, em um jornal aqui de Curitiba [Rascunho], fiquei simplesmente deslumbrada.

Comprei o livro, Devorei o livro.

A forma com que descreve as imagens são de profundo deleite. Fiz com que várias pessoas tivessem vontade de ler o livro por conta do tamanho entusiasmo que demostrava ao contar sobre.
Há muito gostaria de lhe escrever contando isso, mas estava com vergonha. Não que ainda não esteja, contudo acho um ‘crime’ esconder de um dos meus autores favoritos a tamanha admiração que tenho por ele! Até Outubro! =D

Cof Cof Cof




Do Moleskine.
Preguiça de Bloggar. Sorry.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Ironia

Rosa não é uma cor que gosto, contudo volta-e-meia deixo o blog dessa cor.
E preciso admitir: Fica muito bem com Vermelho, minha cor favorita!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Jon e Kate + 8

''Com sêxtuplos de 2 anos e gêmeas de 6 anos, os Gosselins estão longe de ser a típica família norte-americana. Conheça Jon e Kate Gosselin, os ambiciosos pais desta adorável prole em sua batalha para assegurar que seus filhos tenham uma infância normal e feliz.

Quando Kate viu Jon do outro lado do gramado, em um piquenique, foi amor à primeira vista. Eles se casaram dois anos depois, e decidiu constituir família - mas ter oito crianças não era exatamente parte do plano. De enfermeira a mãe em tempo integral, Kate agora é a chefe da família Gosselin. Ela trabalha diligentemente todos os dias para gerenciar uma família de dez pessoas, enfrentando os imprevistos da vida diária. Enquanto isso, Jon faz malabarismos para equilibrar a vida doméstica com uma carreira absorvente como especialista de tecnologia da informação - uma façanha que às vezes se torna complicada, mas nada que ele e Kate não consigam resolver juntos.''


Depois de assistir a esse programa, comecei a ter dúvidas sobre meu ''plano'' de ter seis filhos! *filhaúnica*

terça-feira, 29 de julho de 2008

Os Alquimistas voltaram...

Pois bem, fui para Bahia. 50 horas e 40 minutos para ir, 46 horas para voltar.
Quanto ao ônibus, digo que tudo seria diferente se quando no momento em que estava quase dormindo, não tivessem cutucado minha orelha.
Acredito que esse pequeno gesto mudou tudo o que havia me proposto quando decidi embarcar nessa viagem com fins acadêmicos, mas que no fundo, para mim, seria um misto de turismo e auto-conhecimento.
Não é contestado que o auto-conhecimento aconteceu, contudo não foi da forma que esperava.
Impressões que antes apenas assombravam, agora se fazem embutidas em meu caráter, o que é algo bastante sério, em principal por que essas não serem agradáveis ao meu ver.
Depois do cutuco na orelha, que gerou um episódio inesperado, a esperta aqui, no segundo dia de viagem, resolve ir para o fundo do ônibus, cantar funk com a galera [no total composta de 21 pessoas de Economia que seguiam para Ilhéus, onde aconteceria o Encontro Nacional delas e 21 de Ciências Sociais rumo a Salvador], e por que não tomar algumas coisas...e por que não deixar de provocar a pessoa que cutucou a minha orelha...e por que não sentar ao lado de um pessoa aleatória e... Resumindo: Não foi uma boa idéia.
Tanto não foi que na volta a pessoa do cutuco na orelha e a que sentei ao lado, displicentemente, não olharam na minha cara! Essa, coberta de culpa&decepção, por conta de uma moral judaico-cristã hipócrita.

Já em Salvador City. Na UFBA, Campus Ondina.
Chegamos na madrugada de Sábado para Domingo e acampamos logo na entrada.
Banhos somente frios, em um contêiner e depois no banheiro do alojamento que foi destinado a nossa delegação.
Ficamos em uma sala/laboratório de Física. Uma Babel: Curitiba, Rio de Janeiro, Argentina, Espirito Santo (Amém).
Um grau de intimidade jamais imaginado foi atingido com essas pessoas que considero amigas, mesmo havendo muita tensão na nossa relação e múltiplas diferenças de gostos e ações e em principal: visão de mundo. Mas mesmo assim, estávamos lá, unidos por uma mesma opção: Ciências Sociais & Enecs.

O clima era de Colonia de Férias do Terror!
Sim! Pois o campus fica em meio a Mata Atlântica(?), e a cada dez minutos alguém vinha nos falar para andarmos sempre em grupo, mesmo durante o dia, pois poderiam ter pessoas escondidas no mato que poderiam nos ASSALTAR! *grita*
Sério, estado de sitio total. Porém o encontro se mostrou tranqüilo, os dois únicos roubos que tivemos noticia foram: uma câmera fotográfica digital na sala ao lado e uma sacola com o logo do nosso curso de Sociais da UFPR, covardemente roubada de nossa amiga, e infelizmente tinha dez reais dentro!

Novamente: Uma sacola com o logo do curso de Sociais da UFPR.

Houveram assaltos no Pelourinho, mas as razões ainda são obscura, e há quem diga que a culpa foi dos próprios assaltados.


Conheci muitas pessoas legais por lá. Pessoas que realmente gostam de Ciências Sociais e diferente de nos aqui da Federal do Paraná, fazem algo efetivo pela comunidade ao invés de ficar apenas discutindo no âmbito acadêmico. E quando escrevo que elas fazem algo efetivo pela comunidade, não significa que são filiadas a partido, pois tenho verdadeira ojeriza a qualquer tipo de partido.

Obviamente que houveram passeios turísticos. Diria até que foram mais passeios turísticos do que participação em palestras...
Passei uma das tardes na Biblioteca de lá, que apesar de não ser de Humanas, me impressionou com a quantidade de livros de literatura, brasileira&estrangeira, assim como das Ciências Sociais que por lá tinha. Achei muitos livros legais, e apesar de parecer meio nerd, até fiz uma pesquisa bibliográfica para a monografia, que apesar de todo drama&dor que venho fazendo, vai sair!

Detalhe importante que não pode deixar de ser mencionado: A ida de dois Coxa Branca Fanáticos!
Sim! Desde Curitiba-Salvador-Curitiba eles não pararam um só minutos de entoar os hinos da torcida e fizeram com que boa parte das pessoas que entraram em contato com eles virassem Coritiba por osmose! *risos*
Agora tudo parece extremamente engraçado, mas acreditem, foi extremamente irritante durante. Porém é impossível deixar de admitir que eles foram o Sal dessa viagem!
Com suas gírias e os cd's! Dois: um chamando Alucinante e outro Massinha. Os dois com conteúdo duvidoso...E também escutamos muito Bob Marley, independente disso ser bom ou ruim.

Nossas delegações favoritas foram a do Espirito Santo e São Paulo.
Apesar da de São Paulo ter sido extremamente arrogante! Visto que o pessoal da USP não precisa fazer monografia...cof cof cof...Acho que isso é um motivo importantíssimo para que a arrogância seja, digamos assim, eliminada do comportamento deles.
Quanto a do Espirito Santo, tão legal quanto a nossa! Okay, que a minha visão sobre eles pode ter sido deturpada por motivos pessoais, contudo, continuo afirmando que eram todos legais!

Apesar da falta de estrutura e organização que encontramos por lá, não posso reclamar, pois tomar a frente de um encontro Nacional realmente não é fácil, ainda mais quando quem se propôs a faze-lo é o primeiro a abandona-lo.

Ontem, quanto mais se aproximava a volta para casa, mais temerosa ficava. Todos aqueles medos quanto a responsabilidade voltaram, cada quilometro a mais era um a menos.
E o ápice de toda essa angustia medrosa foi o desembarque, ali na Reitoria, que estava funcionando na sua dinâmica usual de dia letivo, que por acaso recomeçou ontem.
Eu, dois dias sem tomar banho, todos os outros que por lá estavam, limpos, preocupados com a suas vidas continuas, sem a quebra fantasiosa de uma viagem longa/cansativa/reflexiva.

Muitas mais coisas além das que escrevi por aqui aconteceram, mas independente de ter conhecimento delas ou não, o quadro principal foi formado, dando uma boa idéia do que significou para mim. Quanto a fotos, não as tenho, mas assim que conseguir algumas coloco aqui, pois vale a pena!

And last, but not least: Nunca mais seremos os mesmos serei a mesma. Nunca.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Voltei.

Muitas coisas.

Muitos fatos e um caminhão de subjetividade.

Organizando as impressões, até logo.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Vício

Na Bahia...

Longe de casa...

Como diriam meus colegas que estão ensandecidos nesse Calor&Sensações: TESÃO de Viagem

Volto, igual, mas diferente, entende?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Antes da Bahia

Expurgar* todos os desafetos Curitbanos.
Ou
Quase todos.

Por que Empório serve para isso e quando não serve, tem sempre email, viu!





Resolução para Bahia: Tolerância Zero DEZ!





*
do Lat. expurggare

v. tr., limpar de impurezas;
purgar completamente;
purificar;
corrigir, emendar;
descascar, esburgar.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Pamela vai para o Mar e/ou Os Alquimistas estão chegando!

Sem malas prontas ainda, contudo com dia marcado para embarcar.
Quinta-feira, junto com seus colegas/amigos de Ciências Sociais, rumo a Salvador.


Axé, Bahia, ENECS 2008.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

da Série Posts que poderiam ser verdade:

Assim que percebe ao fundo a música Everybody Hurts, REM, cada vez em tom mais crescente, no MSN aparece uma plaquinha que anuncia, em tom sangrento, que seu último afeto, a segunda pessoa desse planeta que ousou quebrar seu coração, o que subverteu o significado das Baratas, ficou On Line.

Dele, em sua vida, além de constrangimento toda vez que se encontram, sobrou apenas um livro, roubado, sem orgulho, em uma noite bebida.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Me and You and Everyone We Know

2005

Saudades:

do ant. soedade, soidade, suidade < Lat. solitate, com influência de saudar

s. f., lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;
pesar pela ausência de alguém que nos é querido;
nostalgia;
Bot., nome de várias plantas dipsacáceas e das respectivas flores;
(no pl. ) lembranças afectuosas a pessoas ausentes;
(no pl. ) cumprimentos.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

,



[foto por: silvino mendonça]

terça-feira, 8 de julho de 2008

Fiasco

do It. fiasco, frasco

s. m.,
êxito desfavorável, vexatório;

sucesso desairoso;

estenderete;

fracasso;

por ext. resultado desastroso.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

I'm a little bit Kaufman


''To begin... To begin... How to start? I'm hungry. I should get coffee. Coffee would help me think. Maybe I should write something first, then reward myself with coffee. Coffee and a muffin. Okay, so I need to establish the themes. Maybe a banana-nut. That's a good muffin.'' [Adaptação]

domingo, 6 de julho de 2008

Once upon time...

Não tenho certeza, mas isso tudo começou quando tinha treze anos. Inspirada pela grande e manipuladora Industria Cultural, que me fazia acreditar que poderia ser o que quisesse, bastando apenas querer muito.
Não queria ser modelo, atriz, cantora, dançaria. Pelo menos não mais do que ser Escritora.
Confesso que nunca fui uma jovem que leu muito, e mesmo hoje, apesar da grande carga de leitura da graduação, não me considero uma grande leitora, apesar de não existir nada mais maravilhoso, para mim, no mundo que Livros.

Nessa ânsia de ser uma Escritora, mais subverti a realidade e trabalhei em locais que o astro principal eram os livros, que escrevi.

Ano passado comecei a fazer uma Oficina de Literatura, que foi interrompida pela maquina capitalista [hahahahaha], ou seja, um emprego, de verdade, na LivrariaEstrangeira.
Não digo que foi ruim, pois não foi. Cansativo as vezes. E tenho que admitir, sinto *muita* saudades de lá, mesmo sendo uma folga por semana e um domingo por mês.
Sei que se quiser final do ano posso tentar voltar. Mas voltar não significaria um não avanço em toda a minha vida?

E sobre Retornos: Agora tenho a oportunidade de voltar a fazer a Oficina de Literatura, com o mesmo escritor que ministrou a primeira.

''Você deu um salto em relação a como você chegou na oficina, mas pode chegar bem mais longe.''

O mesmo que acreditou em mim. De uma forma que a muito não acredito.
Então, colocado isso só posso escolher um caminho.

Escolhas.
Assim, como Julho/Agosto/Setembro do ano passado, só que com outros personagens, o tema Escolha continua vigente.

Eterno Retorno.


sábado, 5 de julho de 2008

é uma questão de fé?

pois bem, para mim fé não tem nada haver com religião, mas sim com o fato de se dispor a acreditar em algo.
nunca nada desse lado foi simples. tudo sempre vem com essa aura fantástica, desde sempre. as vezes gostaria que algo realmente ruim acontecesse para que parasse de acreditar. contudo nada é tão grande para assustar, muito menos derrubar.
e sempre, repito, sempre, depois de algo ruim, vem algo bom, e mesmo que seja ruim hoje, eu sei que [tudo] vai ficar bem.

baratas&botões nunca fizeram tanto sentido.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eu, Você e todo Universo




Sim, estamos Todos Cansados.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Make a Wish!


Ontem, ao pegar o ônibus de sempre, surpreendo-me com a ''volta'' do meu LocalEspecial.
Com as múltiplas obras de revitalização que a Cidade está ganhando, nesse ano de Eleição, o meu LugarEspecial também foi contemplado.

E quando o ônibus fez a curva e o vi, sem tapumes, com grama verdinha e plantinhas coloridas, um sorriso tomou conta da minha boca, desse grandes, que vão diminuindo até ficar só no cantinho do lábio.
Então pensei como gosto de captar esses momentos em outras pessoas e como gosto mais ainda quando acontece comigo.

Ainda não tive a oportunidade de ir lá, sentar embaixo da minha árvore. Escrever algo ''poético'' em meu Moleskine, tirar fotos ~wannabe artísticas...Mas ah! As ''férias'' acabaram de começar!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Garota, você está tãoooo por fora!

Basta apenas dar uma rápida olhada pelo mundo.
Pela janela do carro, prestando atenção em cores que não sei o nome, prestando atenção no que os meus amigos ouvem.
Sou a Garota da parede de vidro. A que está do outro lado da rua. A que senta por perto da Turma, não com a Turma.

[Sim, é drama.]

Basta olhar para o lado para ver as pessoas se movendo e cada vez mais eu endurecendo.
Parei em dois mil e quatro. Não no corpo, não nos amigos, não no conhecimento, mas no modo de fazer as coisas.
Pois no Fin, sempre escolho a letra C.
Pois no Fin a resposta é sempre a mesma, sempre Fugir.

Por alguns momentos cogitei que seria apenas preguiça.
Mas preguiça não se manifesta assim. Preguiça é uniforme.
E só fujo de uma coisa, e vou correndo me encontrar com outras.
Pode ser químico, pode ser apenas uma fase.
O importante...O que deve ser dito: É que hoje resolvi mudar.

Se vai dar certo, não sei, mas já é algo.
Algo por mim, para mim.

segunda-feira, 16 de junho de 2008


só queria mais resultados.

domingo, 15 de junho de 2008

Que assim seja,

É, pode ser que a maré não vire
Pode ser do vento vir contra o cais


Tem uma música do No Doubt que gosto muito, que fala sobre aniversário, que todo ano você tem um e que um dia estará six feet underground.

Aniversário tem todo ano. Carnaval só ano que vem. Natal tem todo ano.

Estou novamente tomada por aquele tipo de sensação de que estou atrasada, que tenho que fazer as coisas ''darem certo''...E o pior de tudo isso é que já sei o que causa esse tipo de sensação, afinal não é a primeira vez. Aqui o Eterno Retorno se faz presente.
Contudo, cada vez se torna mais claro os meus objetivos, apesar de cada vez mais genéricos.
Assim: Terminar a Graduação, Melhorar o Inglês e aprender outra língua, Mestrado com Bolsa.
Termina aí, pois só essas três coisas vão tomar mais 5 anos da minha vida, isso se tudo der certo.
O genérico aí é que eu quero Mestrado, mas aonde? Qual outra língua? Francês? Espanhol?
Não importa quantos anos tenho, parece que nada se encaixa. Só fica mais confuso. Em vez das opções diminuírem apenas aumentam. E sou eu que devo ''doma-las''.
E quanto a vida social, nem ouso tentar versar sobre os possíveis desdobramentos, afinal quando se lida com Seres Humanos, não há certeza, nem verdades. Mistério.
Quanto a essa parte deixarei que o Acaso Amigo cuide.

O meu aniversário é amanhã. Vinte e três e um caminhão de incertezas.
Diferente dos outros anos que sempre quis comemorar, mesmo que só com a família, nesse me resigno. Quero que esse novo ano pessoal comece manso, quieto, pacato, consciente e termine de cabeça levantada. Como já diria o Rei: ''Se ganhei ou se perdi, o importante é que emoções eu vivi''.


Clareira no tempo
Cadeia das horas
Eu meço no vento
O passo de agora
E o próximo instante, eu sei, é quase lá

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Twitter-Freak!

Pamela Cabral edredonazul Cara! Estou tremendo até agora! Não sabia se ria ou chorava, enquanto rasgava o pacote, na frente do prédio mesmo! hahaha
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Pamela Cabral edredonazul E também mandou um presente para minha mãe, que é madrinha dela e tbm faz aniversário logo! [Produtos para banho! Fancy! haha]
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Pamela Cabral edredonazul E o PLUS: Uma carta, linda. Como minha mãe disse, uma declaração de amor! Que o fato de não ter irmãos nem importa com uma prima como essa! ...
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Pamela Cabral edredonazul E uma bolsa listrada! Ela sabe que listrado é minha cor favorita! Linda bolsa, colorida, com um caracol! nháaa *-*
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Pamela Cabral edredonazul A danada me deu o que eu sempre quis: UM MOLESKINE! Não satisfeita de mandar um, mandou dois! X)
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Pamela Cabral edredonazul Minha prima que está nos estados unidos mandando meu presente de aniversário, que é segunda!
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Pamela Cabral edredonazul CARA! ACABEI DE RECEBER UMA ENCOMENDA!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Nuts!

Não é que não haja milhões de coisas acontecendo no mundo real, mas como isso daqui é meu blog, onde escrevo o que quero e lê quem quer, sinto-me na liberdade de explorar apenas minhas idiossincrasias [para não dizer maluquices]!

Pois bem, o post de hoje é dedicado a minha Obsessão da Semana! UHUL!
Ryan Reynolds, que pode ser visto no recente filme ''Três vezes amor'', sim, outro Blockbuster para fazer dinheiro, contudo, o filme é legal!
Sabe, do tipo que se assiste pela tarde quando não tem nada para fazer e se sente bem, pois se permitiu entrar na fantasia do filme e parou de pensar na sua vida de merda!?

Então!

Ele também é conhecido pelo engrassadíssimo seriado ''Two guys a girl and a pizza place'' (1998/2001) que passava na Fox. Assim como tantos outros filmes ruins&bons blábláblá.

O negócio é que essa semana ele é o Cara! E não consigo parar de falar dele, do filme e do seriado! hahaha

Infusão para fim de tarde #36

Na verdade já não sei quanto tempo faz. Parei de contá-lo. Parei de contar o tempo. A única coisa que realmente importava no Final era o tempo. Tudo era uma questão de tempo. Enrolar para que ele fosse redondo, coeso. A eterna busca pela coesão, coerência, até que um tempo antes do último tempo descobri que nenhuma das duas coisas existia. Parar de contá-lo foi um tapa na cara do Ego. Esse que se orgulhava de sua perfeição cirúrgica nas incursões relacionais. Que mentira. Um bisturi cego, enferrujado. Um bisturi cego que já nasceu enferrujado. Mas o que está em pauta aqui é o tempo, que não mais é contado. E agora acontece o que? Agora que ele não é mais contado, não há limitações, prisões, o que acontece? Coloco uma mochila nas costas e vou até Buenos Aires, danço Tango, faço Malabares e volto e e e e?...Não, nada disso. O que acontece agora é que o peso do tempo sai de meus ombros e com isso ganho em qualidade e por incrível que pareca em tempo. Nada mais é quantificado, agora é só na qualidade. Qualidade. Quem aqui acha que precisa de mais qualidade nas coisas da vida levanta a mão! Respirar leve, e viver a continuidade dos dias e nada mais de tempo. Para eles séculos, anos, meses, dias, horas, minutos, segundos, para Você a leveza da qualidade enquanto durar e se não durar, quem vai saber, pois aqui não quantificaremos, apenas viveremos.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Nhénhénhé

''Counting every minute till the feeling comes crashing down
Run when it hit's the ground, I'm good at escaping
But better at flaking out''


Acontece que o meu humor é uma montanha-russa. E quando não desconto ele nas pessoas que realmente gosto, faço posts melodramáticos.
Cansei de ser desse tipo. Por isso agora o negócio é me abster quando o humor fica ruim. E o motivo dessa vez foi o mais ''fuleiro'' do Universo. Tpm.

Mas hoje ele está de volta ao normal. E o motivo é não precisa ser explicado, né?

Então, hoje, de humor normal, agridoce, fui para meu primeiro dia no Museu.
Sim!
Consegui uma Bolsa para trabalhar na Reserva Técnica do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR. Só para situar quem não conhece, o Museu fica em Paranaguá, mas a Reserva agora está toda aqui na Cidade.
O trabalho é bem minucioso e requer muita atenção. O ambiente é claro, no sentido mais limpo da palavra. Muito silêncio e nada de público.
A principio está tudo bem. A Bolsa vai até o final de Dezembro e pode ser renovada se existir interesse de todas as partes.

Agora tenho uma Bolsa que supri as necessidades básicas das básicas da vida acadêmica, Mamãe se prontificou em ajudar.
O semestre está terminando e as coisas estão bem. Nada de reprovações, quem sabe uma final.
And last, but not least, estou bem com as decisões que tenho tomado.

A vida está calma e é assim que quero que fique.

domingo, 8 de junho de 2008

Silêncio

do Lat. silentiu

s. m.,
estado de quem se abstém de falar;

taciturnidade;

privação voluntária do falar;

abstenção de publicar qualquer notícia ou facto;

ausência de ruído;

interrupção de correspondência;

omissão de explicações;

sossego;

segredo;

toque nos quartéis e conventos, depois do recolher;
interj.,
caluda!.


Se for para reclamar prefiro calar, até que o mal-humor se vá.

sábado, 7 de junho de 2008

Oh, someday...


In many ways, they'll miss the good old days
Someday, someday
Yeah, it hurts to say, but I want you to stay
Sometimes, sometimes

Hoje é um daqueles dias que tudo me dói.

Hoje é um daqueles dias em que gostaria de encontrar abrigo no peito do meu traidor.
Faz parte do meu Show.
Tenho dois ou três motivos para que isso possa estar acontecendo, mas não quero explorar, aqui e em nenhum outro lugar.
Sei que se ficar quietinha passa. Pois é assim que a vida é Mutação.

Mas de qualquer forma, me permito hoje sentir falta dos velhos e bons tempos. Não importa se de três anos atrás, um anos atrás, três meses atrás, três semanas atrás...

See, alone we stand, together we fall apart.

Pausa

do Lat. pausa < Gr. pâusis

s. f.,
interrupção temporária;

breve suspensão de uma acção;

intervalo;

lentidão, vagar;

peça dos regadores de jardim, de forma cónica e cheia de furos, também chamada crivo ou ralo;
Tecn.,
intervalo das vigas de um madeiramento;
Mús.,
interrupção mais ou menos longa no canto ou nos instrumentos;

sinais gráficos representativos do tempo de duração dessa interrupção;
Gram.,
interrupção na fala ou na leitura;

o respectivo sinal de pontuação.



[
smile like you mean it, the killers]


quinta-feira, 5 de junho de 2008

DE-MA-IS!



[a qualidade está péssima, seu sei!]

quarta-feira, 4 de junho de 2008

30 maio 2008

Sweet Fifteen

Hoje passando algumas músicas, perdidas em cds, gravados sem nenhuma indicação de artistas para o PC, encontrei uma preciosidade sentimental.

Quando tinha quinze anos ganhei dinheros de aniversário e em um impulso consumista comprei um cd do No Doubt, banda que conhecia apenas um cd que havia sido emprestado por uma amiga, por pouco tempo, e que não tinha me agradado por completo, exceto por uma música que escutei múltiplas vezes, Just a Girl.

O cd era Return To Saturn.

O ano 2000.

Naquela época o acesso a Internet era apenas aos finais de semana, na casa da minha avó, e o usava exclusivamente para chats.

Diferente dos jovens que hoje tem quinze anos eu era uma tapada. Hoje em dia até uma criança de dez anos tem mais conhecimento musical do que terei pelos próximos cinco anos. Nunca tive ninguém descolado por perto para me mostrar Beatles e coisas assim.

Agora me culpo por não ter gostado de Ramones quando a amiga de uma amiga apareceu com uma camista e dizia que eles era do Caral**.

Não, eu gostava mesmo era de Boy’n’Girls Bands!

Então, com quinze anos eu escutava No Doubt, Spice Girls, Backstreet Boys e qualquer outra coisa que passasse na Mtv. E passava muita coisa que hoje acho boa nessa época, mas não prestava muita atenção.

Voltando ao No Doubt.

Escutar esse cd novamente está sendo uma experiência fantástica. De lá para cá 8 anos se passaram, e tantas tantas tantas coisas aconteceram.

A cada faixa lembro de mim, nesse mesmo quarto, várias configurações, pulando como uma louca dançando, cantando alto cada música.

A minha faixa favorita era/é a 8. New. Que está na trilha sonora de um ótimo filme ‘Independente’ chamado Go – Vamos nessa. Sempre passa no canal TNT.

Nostálgico é apenas apelido para o que estou sentindo.

E ainda por acaso do destino encontrei na rua, voltando para casa, uma colega dos tempos de colégio. Um abismo de distância, mas na época oportunidades iguais.

Ela disse que estou mais mulher, referindo-se ao físico. Perguntou se continuava certinha como antes; Fiz cara de incógnita sobre o que seria certinha para ela, afinal para mim continuo ‘certinha’, se isso significa estudar, não usar drogas e não ter ficado/estar grávida...Mas não quis ir a fundo nas percepções ‘metafísicas’ do conceito e disse rapidamente que saio e volto para casa pela manhã, exagero nos líquidos etílicos às vezes(?). Acredito que isso a agradou, pois anotou meu telefone e disse que ligaria.

Dizem que às vezes é bom se perder sem ter razão, mas eu prefiro me achar "sem ter razão", por acaso assim...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Condicional


You look like... a perfect fit,
For a girl in need... of a tourniquette.
But can you save me?
Come on and save me...

If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone.


Desde de sempre tenho essa idéia ingenua que preciso ser salva. Só assim as coisas vão ficar bem, só assim vou ter meu final feliz.
Então o tempo vai passando e a vida acontecendo e mesmo gostando da idéia Conto de Fadas que alguém vai me salvar, sei que não é verdade, não há final feliz, apenas momentos. A única pessoa que pode me salvar sou eu mesma.
Acontece que esperar que alguém venha e faça com que sua CrapLife vire uma McLifeFeliz é muito utópico. Como é que um outro ser humano, assim como eu, você, tão cheio de medos, incertezas pode fazer com que a vida do outro (nossa) se transforme em um algo perfeito.
Como assim!?
Essa idéia é esquizofrênica, pois ele transformaria a vida do outro e a dele?
Seria transformada pelo simples fato de ter transformado o outro?
Então o salvado seria também o salvador!?

Não...O negócio é que só existe um papel para cada um.
O que salva e o que será salvo.
Por essa razão já está fadado a nunca dar certo.

Todos nós queremos ser salvos.
Todos estamos preocupados demais em sermos salvos que não dá tempo para salvar ninguém.

Perdão Amarante, mas apesar de concordar com o que diz sobre quando estar só é quando mais nos encontramos, não acredito que exista alguém além de mim mesma que possa me libertar.

Addict!

Twitter! Conhece?
Então clica na imagem Baleeeiiinhaaa!
Gente, é demais! Em especial para pessoas que podem ficar no computador All Day Long! hã hã hã
Vai láaaaa!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Outra partida de War?

No último mês venho tentado estabelecer uma nova rotina para que ''tudo dê certo'', mas o que aprendi com isso é que não adianta o quanto você queira estabelecer algo certo, o fato de estar, ser Humano, convivendo em sociedade, nessa sociedade ocidental, nessa precisa época faz com que tudo vá por água abaixo.

Apesar de muitas das vezes isso dar no meu saco, acho deveras fascinante essa constante renovação do que um momento é bom em ruim e vice-versa.
Contudo nem só de observação se constitui a vida. Participar. Quem não arrisca não petisca.

As coisas aqui desse lado estão totalmente diferentes do que gostaria que estivesse.
Não nego que escolhi as coisas assim, e que não mudaria nada, afinal, no final, é tudo experiencia, inspiração, história para contar quando for mais velha.

É como se meu brinquedo favorito tivesse quebrado.
Conserto? Tem, mas é caro e demora um pouquinho.



É da vida acostumar...

Fragmento

Cada ganho há uma perda. Para cada realização, um esforço.
Não importam o horror e a repulsa com que recordamos ou evocamos os preços pagos e as perdas sofridas no passado - as perdas suportadas hoje e os preços a serem pagos amanhã são os que mais incomodam e magoam. Não há sentido em comparar os sofrimentos do passado e do presente, tentando descobrir qual deles é menos suportável. Cada angústia fere e atormenta no seu próprio tempo. [Amor Liquído, Zygmunt Bauman, pp. 66, Ed. Jorge Zahar]

terça-feira, 27 de maio de 2008

Tem, mas acabou

Ele não sabe ainda, mas acabou.
Vou informar hoje anoite, quando Ele entrar no msn e me chamar pelo apelidinho que convencionamos nos chamar: Cheirinho.
Não queriam saber o por quê do apelidinho.

Poderia citar os motivos que me levaram a isso, contudo se fazem desnecessários, pois acredito que são subjetivos. O que pesa para mim pode ser leve para você.

E isso está certo para mim, pois antes quando também acreditei que acabou não deletei os depoimentos-off que Ele havia deixado, mas hoje sem hesitar os apaguei.

Uma ''vida'' toda que poderia ter sido, mas não será.







''Sem escrúpulos por que o coração também é um músculo.''